Taxas curtas de DIs perdem força com Caged, mas fecha em alta após fala de Warsh
SÃO PAULO, 28 Ago (Reuters) – As taxas dos DIs de curto prazo reduziram seus ganhos após dados mostrarem uma geração de vagas formais menor que o esperado no Brasil, mas ainda assim a curva a termo encerrou a sexta-feira majoritariamente em alta, refletindo um discurso duro do chair do Federal Reserve, Kevin Warsh.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 marcava 13,805%, em alta de 4 pontos-base ante 13,765%.
Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,61%, com elevação de 13 pontos-base ante 14,479%.
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“Este é o meu critério: devemos estar confiantes de que a inflação subjacente está caminhando em direção à nossa meta, de forma clara e com velocidade suficiente.
Caso contrário, temos trabalho a fazer.
Esse é o nosso trabalho… nosso mandato… e nossa responsabilidade”, disse Warsh.
Em função do discurso, os rendimentos dos Treasuries de curto prazo dispararam, com investidores ampliando as apostas de que o Fed subirá juros em setembro.
“O discurso de Kevin Warsh em Jackson Hole teve um tom mais ‘hawkish’ (duro) e reforçou que, embora a inflação esteja se aproximando da meta, a velocidade dessa convergência ainda é insuficiente”, comentou Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.
“A reação mais esperada apareceu na curva de juros americana, com alta das taxas em diferentes vencimentos e os rendimentos dos Treasuries atingindo máximas recentes.” Durante a tarde, os Fed Funds precificavam 57,5% de probabilidade de alta de 25 pontos-base dos juros nos EUA em setembro, conforme a Ferramenta CME FedWatch.
Mais cedo, antes do discurso, o percentual era de 35,7%.
O avanço dos rendimentos dos Treasuries deu força às taxas dos DIs em toda a curva no Brasil, mas no início da tarde o cenário mudou.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que seriam divulgados apenas às 14h30, vazaram ao mercado bem antes disso e fizeram preço.
O cadastro apontou a criação de 58.568 vagas formais no Brasil em julho, abaixo dos 112.000 projetados por economistas ouvidos pela Reuters.
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