Fazenda reduz para 2% a projeção do PIB em 2026 e 2,3% em 2027
A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 foi reduzida para 2% , segundo relatório divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda nesta terça-feira (22/9).
Também houve redução nas projeções para 2027, que saiu de 2,5% para 2,3% .
Segundo a pasta, a redução em 2026 está relacionada aos juros altos e à inadimplência, que afetam setores como serviços e comércio.
A agropecuária, no entanto, ajuda a segurar os resultados.
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De acordo com a SPE, o cenário limita a conversão dos ganhos reais de renda observados no aquecimento do mercado de trabalho em consumo, ou seja, mesmo que os níveis de desemprego estejam em baixa, isso não se converte em consumo, já que os níveis de endividamento estão altos.
“Ainda que o endividamento das famílias siga estável em proporção da renda, o comprometimento com o serviço da dívida atingiu o maior nível da série histórica no segundo trimestre, o que limita a conversão do avanço da massa de rendimentos em consumo”.
Leia também Brasil “Prévia do PIB” recua 0,2% em julho, diz Banco Central Brasil Focus: mercado reduz projeção da inflação para 5% e sobe a do PIB Brasil Juros e endividamento pressionam futuro do PIB Brasil Fazenda atribui desaceleração do PIB a juros altos e prevê reduzir projeção O ministério explica que, em 2026, o investimento tende a ganhar impulso de forma mais gradual, sustentado pela importação de bens de capital, ainda que a Selic terminal mais elevada neste ano modere esse ritmo.
Com relação ao cenário externo, a SPE afirma que os resultados observados na balança comercial ao longo do ano sustentam a expectativa de contribuição positiva das exportações líquidas para 2026, ainda que com um impulso menor do que o projetado anteriormente.
Para o período de 2028 a 2030, a projeção permanece em torno de 2,6% ao ano.
De acordo com a pasta, o cenário incorpora os impactos graduais das reformas estruturais em curso e de iniciativas voltadas à transição para uma economia de baixo carbono e à reindustrialização, com crescimento próximo ao potencial estimado para a economia brasileira.
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