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Política

Reforma do Judiciário: trocar o motorista não endireita a curva

Consultor Jurídico ·

Metáforas e alegorias.

Pensemos numa curva.

Uma dessas em que morre gente toda semana.

Algumas até ganham apelido: “curva da morte”, “estrada da morte”, coisas assim.

Pergunte por que, há anos, esses acidentes se repetem ali, e aparecerão três respostas.

Uma olha para a estrada: a curva foi mal projetada, é fechada demais, não tem acostamento, o asfalto é remendo sobre remendo e, como não há trem nem ônibus que preste, todo mundo passa por ali de carro ou de moto.

Outra olha para a operação: sinalização apagada, semáforo do cruzamento anterior sempre fora de sincronia, radar escondido atrás da árvore (posto ali para arrecadar multa, e não para evitar acidente).

E a terceira, a mais cômoda, põe tudo na conta do motorista, aquele que fura o sinal vermelho, dirige com o celular na mão e acha que a faixa da esquerda é propriedade privada [1] .

E o que faz o poder público? Campanhas.

Caras, por sinal.

Placa nova na entrada da curva (“Dirija com cuidado”), multa mais salgada, mais pontos na carteira.

Se a imprensa aperta, pinta-se a faixa e instala-se mais um radar.

Estímulo e resposta.

A cenoura e o porrete.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.conjur.com.br — o conteúdo pertence a Consultor Jurídico.

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