Balanços do 2T26: XP vê ‘temporada fraca’, no piso da série histórica, e mercado punindo até surpresas positivas
A temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 terminou com um saldo fraco para as empresas brasileiras, segundo avaliação da XP.
A parcela de companhias que superaram as estimativas de lucro líquido caiu ao menor nível da série histórica da casa, iniciada no primeiro trimestre de 2023, enquanto as ações chegaram a registrar reação negativa mesmo quando os resultados vieram acima do esperado.
Dentro da cobertura da XP, 41% das empresas superaram as projeções de lucro líquido, 28% ficaram abaixo e 31% vieram em linha.
No Ebitda, 26% superaram as estimativas, 14% ficaram abaixo e 60% vieram em linha.
Já em receita, 29% das companhias entregaram números acima do esperado, 19% abaixo e 52% em linha.
Na comparação com o primeiro trimestre, a receita mostrou alguma melhora, mas Ebitda e lucro líquido pioraram.
A parcela de surpresas positivas caiu 2 pontos percentuais no Ebitda, para 26%, e 4 pontos no lucro líquido, para 41%.
Petróleo concentra boa parte do crescimento Os números agregados, por outro lado, mostram crescimento expressivo em relação ao segundo trimestre de 2025.
As empresas acompanhadas pela XP registraram alta de 11,7% na receita, 22,5% no Ebitda e 22,2% no lucro líquido.
O resultado, porém, foi fortemente influenciado por commodities.
O segmento de Óleo & Gás teve expansão de 79,7% no Ebitda, favorecida pelos preços mais altos do petróleo.
Quando as commodities são retiradas da conta, o crescimento cai para 9,6% na receita, 5,2% no Ebitda e 5,8% no lucro líquido.
No Ibovespa, segundo dados da Bloomberg compilados pela XP, o Ebitda cresceu 18,5% e o lucro líquido avançou 22,9% na comparação anual, enquanto a receita recuou 1,8%.
Óleo, Gás & Petroquímicos foi o principal destaque positivo da temporada.
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