O lado bom do Dia da Marmota
No filme Feitiço do Tempo (1993), Bill Murray interpreta Phil Connors, um repórter que, a contragosto, vai cobrir o festival do Dia da Marmota numa cidadezinha dos EUA.
Phil fica preso por lá após uma nevasca e entra em um loop temporal – passa a reviver o mesmo dia, todos os dias.
É um filme que te faz rir e pensar sobre o sentido da vida.
Genial.
Todo jornalista tem o seu Dia da Marmota particular.
A cada ano, quem cobre saúde precisa falar da vacina da gripe; os de finanças, sobre como preencher a declaração do IR.
Aqui na Super , todo mundo está destinado a escrever sobre descobertas em Pompeia, espécies batizadas com nomes de famosos e o melhor horário para ver um eclipse.
É difícil encontrar um tema sobre o qual já não tenhamos escrito.
Fuçando uma edição de 1994, a repórter Bela Lobato encontrou uma menção a terras raras, mais de 30 anos antes de o assunto esquentar.
Naquela edição, havia ainda textos sobre dinossauros brasileiros, o Australopithecus e o futuro da aviação – pautas que poderiam muito bem ocupar as páginas de hoje.
Continua após a publicidade Revisitar temas faz parte do jornalismo.
E da ciência também.
Não existem, afinal, verdades absolutas, apenas explicações satisfatórias que perduram enquanto outra melhor não surge.
Essa é a beleza da coisa.
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