Terapia: como escolher a sua
Bertha Pappenheim foi uma das primeiras pessoas da História a fazer terapia.
Ela passava dias em silêncio ou sem conseguir falar em alemão, sua língua materna.
Tinha dormência em um dos braços e ficava dias sem comer ou beber água.
Para piorar, sofria de fortes variações de humor e amnésia.
Entre 1880 e 1882, Pappenheim se sentou junto ao médico Josef Breuer esforçando-se para lembrar quando seus sintomas haviam evoluído e quais acontecimentos e emoções estavam relacionados a eles.
As sessões de conversa entre os dois podiam durar minutos ou horas, um processo que a mulher apelidou de “cura pela fala” e de “limpeza de chaminé”.
Para ela, era como se estivesse tirando o pó da mente, trazendo alívio para seus sintomas.
Breuer compartilhava suas experiências clínicas com um amigo interessado, Sigmund Freud.
A dupla detalhou o caso de Pappenheim no livro Estudos sobre a Histeria , publicado em 1895.
A mulher aparece sob o pseudônimo de Anna O. e é, até hoje, uma das pacientes mais lembradas do início da psicanálise.
Por muito tempo, a psicologia foi considerada um braço da filosofia.
Esse campo de estudo iniciou o processo de independência em 1879, quando o alemão Wilhelm Wundt fundou o primeiro laboratório dedicado à psicologia experimental.
No final do século 19, diversos pesquisadores contribuíram para experimentos sobre inteligência, memória, condicionamento comportamental, entre outros temas que formaram a base da psicologia moderna.
Continua após a publicidade Mas esses estudos tinham pouco a ver com a prática clínica que Freud e Breuer estavam desenvolvendo em paralelo.
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