94% das escolas de MS têm acessibilidade, mas inclusão ainda esbarra em apoio
Mato Grosso do Sul tem 93,9% das escolas com pelo menos um recurso de acessibilidade, índice superior ao registrado no conjunto do País.
Apesar da estrutura física alcançar a maior parte das unidades, dados do IBGE mostram diferenças importantes na oferta de recursos entre as redes pública e privada e, principalmente, na presença de profissionais de apoio aos estudantes com deficiência.
Os números fazem parte do levantamento sobre pessoas com deficiência e desigualdades sociais.
Os dados de estrutura escolar são do Censo Escolar de 2025.
Das 1.859 escolas existentes no Estado, 93,9% possuíam pelo menos um recurso de acessibilidade.
No Brasil, a proporção era de 78,5%.
A diferença também aparece nos banheiros adaptados.
Em Mato Grosso do Sul, 85,7% das escolas tinham banheiro acessível, enquanto a média nacional ficava em 57%.
Quando as redes são analisadas separadamente, as escolas particulares apresentam os maiores índices de estrutura física adaptada.
Entre as 482 unidades privadas de Mato Grosso do Sul, 99% tinham algum recurso de acessibilidade e 95,6% contavam com banheiro acessível.
Na rede pública os percentuais eram menores, embora ainda elevados: 92,1% tinham algum recurso de acessibilidade e 82,3% possuíam banheiro adaptado.
Apoio se concentra na rede pública A situação se inverte quando a análise deixa a estrutura física e passa para os profissionais que auxiliam estudantes com deficiência.
Em Mato Grosso do Sul, 51,4% das escolas contavam com profissionais de apoio, quase o dobro do índice brasileiro, de 26,2%.
A distribuição, porém, é bastante desigual entre as redes.
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