Discussão sobre segurança de dados digitais continua no contrato
Durante um treinamento sobre inteligência artificial, o instrutor perguntou à turma quem tinha receio de inserir em um assistente de IA documentos da empresa, dados sensíveis ou informações sigilosas.
Quase todas as mãos subiram.
Uma delas ficou parada.
Freepik Segurança de dados continua no contrato O instrutor quis entender o motivo e a resposta foi simples e direta: segurança digital absoluta não existe.
Quem pretende eliminar completamente o risco de exposição não deveria apenas evitar inteligência artificial.
Deveria desligar a internet, abandonar o celular e, provavelmente, deixar de circular por espaços repletos de câmeras, sensores e sistemas conectados.
O instrutor ponderou, corretamente, que havia diferença entre utilizar uma ferramenta gratuita e contratar uma versão paga.
Há mesmo.
Produtos individuais e ambientes empresariais podem ter políticas bastante diferentes sobre uso de dados, retenção de conteúdo e treinamento de modelos [1].
A diferença importa e não deve ser minimizada.
Mas havia outra pergunta naquela conversa: o que acontece quando a proteção prometida falha? Porque a discussão sobre segurança não termina na política de dados.
Ela continua no contrato.
E é nele que aparece uma contradição menos tecnológica e muito mais antiga.
O mesmo documento que descreve compromissos de proteção também explica quanto a empresa pretende responder se algo der errado, onde uma disputa deverá ser resolvida, qual lei será aplicada e até quanto aquela responsabilidade poderá valer.
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