Arménia anuncia intenção histórica de se candidatar à adesão à UE
O primeiro-ministro da Arménia, Nikol Pashinyan, afirmou esta segunda-feira aos deputados que o país vai começar a preparar uma candidatura à adesão à União Europeia. Trata-se de um histórico volte-face geopolítico para um país que esteve durante décadas na órbita da Rússia e para todo o sul do Cáucaso.
Numa intervenção perante o Parlamento e o país, Pashinyan afirmou que a Arménia só decidirá o seu futuro através de um referendo depois de apresentar formalmente o pedido de adesão à UE, num calendário que descreveu como “num futuro próximo”.
Num conjunto calculado de movimentos políticos, o chefe de governo arménio explicou que o executivo vai aguardar a resposta de Bruxelas ao pedido, depois discutir o roteiro para as negociações de adesão à UE e só então submeter a pertença à União Europeia a referendo nacional.
Membro atualmente da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO), liderada pela Rússia, a Arménia recebeu há alguns meses um ultimato dos restantes países da aliança: ou mantém a sua participação ou segue um caminho próprio em direção à UE através de um referendo nacional.
Na altura, Pashinyan considerou prematuro tomar uma decisão deste tipo, numa fase em que a Rússia impunha uma forte vaga de restrições económicas ao antigo Estado soviético por ousar afastar-se da sua esfera de influência.
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