Araceli Lemos propõe cobrar devedores fiscais para financiar fundo de apoio a mulheres no Pará
Eleições 2026: Araceli Lemos, do PSOL, cumpre agenda de campanha em Belém A candidata do PSOL ao Governo do Pará, Araceli Lemos, disse nesta quinta-feira (17) que pretende cobrar débitos fiscais de grandes empresas para criar um fundo destinado a financiar educação, inovação e geração de renda, com prioridade para mulheres chefes de família.
"Nós vamos fazer com que aqueles que não estão pagando paguem o que devem para que o estado tenha mais recursos", afirmou.
Araceli participou de um encontro na sede do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), no bairro de São Brás, em Belém, para debater a rede de proteção às mulheres.
Acompanhada da candidata a vice-governadora, Fátima Santana, ela apresentou propostas do plano de governo a representantes de movimentos de mulheres da capital.
Durante a agenda, a candidata defendeu o combate ao feminicídio, a instalação de delegacias especializadas com funcionamento 24 horas em todos os municípios do estado e a implantação de um programa de prevenção à violência contra a mulher.
Para financiar as propostas, Araceli afirmou que pretende cobrar dívidas tributárias, fazer uma auditoria nas isenções fiscais e reduzir despesas que a campanha considera excessivas.
A candidata citou especialmente grandes empresas dos setores mineral e do agronegócio.
Segundo Araceli, um levantamento usado pela campanha aponta que uma única empresa teria cerca de R$ 2 bilhões em débitos com o estado.
Ela não identificou a empresa durante a agenda.
"Nós vamos fazer uma verdadeira auditoria nas isenções fiscais, porque nós achamos importantes as isenções para aqueles que geram emprego e que pagam seus impostos", declarou.
A candidata estima obter cerca de R$ 10 bilhões a partir de diferentes medidas.
Além da cobrança de débitos e da revisão de isenções, ela citou redução de gastos com publicidade e eventos e valores que, segundo a campanha, estariam relacionados a obras superfaturadas.
Araceli não detalhou como chegou à estimativa de R$ 10 bilhões.
"Nós temos condições de arrecadar valores aproximados a R$ 10 bilhões para estar investindo em melhoria das condições das mulheres no estado do Pará", afirmou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Pará.