Haddad, que indicou Galípolo, chama política de juros de descalibrada
O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) voltou a criticar a política de juros do Banco Central e afirmou que a atual taxa básica, em 14% ao ano, está distante da realidade econômica do país.
A declaração foi feita nesta terça-feira (25), durante participação em um evento com empresários do setor de infraestrutura e indústria promovido pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) .
Segundo Haddad, não haveria justificativa para a manutenção dos juros no patamar atual.
O ex-ministro da Fazenda classificou a política monetária como “descalibrada” e afirmou que o Banco Central deveria ter iniciado antes um ciclo de redução da taxa.
“A sociedade está cada vez mais verbalizando o desequilíbrio entre a taxa de juros e a realidade econômica do país”, afirmou Haddad durante o evento.
A taxa Selic está atualmente em 14% , enquanto projeções do mercado financeiro apontam expectativa de uma redução inicial de 0,25 ponto percentual.
Durante sua participação, Haddad também criticou uma proposta do senador Flávio Bolsonaro (PL) para suspender a reforma tributária.
Para o petista, a medida prejudicaria o estado de São Paulo, que, segundo ele, foi um dos mais afetados pela chamada guerra fiscal.
O candidato ainda abordou temas relacionados a concessões e privatizações no estado.
Sobre a distribuição de energia pela Enel, afirmou que o contrato não deveria ser renovado caso a empresa não apresente compromissos de investimento.
Haddad também voltou a criticar a privatização da Sabesp, empresa paulista de saneamento.
“Se a Enel é um problema, como é que a Sabesp em tão pouco tempo conseguiu se tornar um problema ainda maior?”, declarou.
Antes da participação de Haddad, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) esteve no mesmo evento e defendeu a desestatização da Sabesp, afirmando que a medida era necessária para ampliar investimentos e evitar problemas futuros de abastecimento de água.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.