Por que a fome passa quando vamos dormir?
Para começo de conversa, é preciso entender que ir pra cama com fome não é necessariamente algo ruim.
Se uma pessoa está mudando seus hábitos alimentares em busca de uma vida mais saudável, por exemplo, isso é algo que pode acontecer e que faz parte do processo.
Nesse caso, a pessoa está bem alimentada e não passa por um quadro de desnutrição.
Dormir “corta” a fome devido a uma série de motivos.
O primeiro é que hormônios reguladores de apetite, como a grelina (associada à fome) e a leptina (associada à saciedade), sofrem variações durante o sono.
Esses hormônios possuem uma relação antagônica: um aumenta a fome, o outro diminui.
E mais: a produção de ambos está relacionada ao nosso ciclo circadiano, já que a secreção de leptina aumenta durante o sono, enquanto a grelina apresenta variações ao longo do dia, com níveis mais baixos pela manhã biológica e mais altos no início da noite.
Recentemente, descobriu-se que outro hormônio, a melatonina, tem um papel nessa história.
Os cientistas já sabiam que ela era importante para regular o sono, mas, após um estudo de 2015, descobriram que a melatonina também atua ajudando na regulação do metabolismo ao longo do dia.
Testes com ratos demonstraram que, na ausência de melatonina, eles comiam mais e desenvolviam obesidade.
Isso pode indicar que, em um sono bem regulado, que mantém o ritmo metabólico diário, não há por que o corpo tratar a fome como uma urgência.
Isso está relacionado a um terceiro fator: quando dormimos, o consumo de energia do corpo cai significativamente.
Como estamos queimando bem menos calorias, não há urgência para a reposição dessa energia, o que faz com que aquela sensação de “pontada” no estômago não aconteça.
“Para muitas pessoas, o apetite aumenta gradualmente ao longo do dia, em vez de ser intenso pela manhã; portanto, a falta ocasional de fome após ter ido dormir com fome geralmente não é motivo de preocupação”, afirmou o Dr.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.