Negociação de ETFs segue concentrada em um punhado de fundos, mas isso deve mudar
A indústria de ETFs cresce em ritmo acelerado, mesmo em um momento de resgates entre fundos multimercados e de saída dos investidores da bolsa.
Mas o maior volume de dinheiro ainda está concentrado no topo da pirâmide.
Dois fundos de índice responderam sozinhos por mais da metade de todo o volume negociado no mercado brasileiro de ETFs em junho.
O BOVA11, atrelado ao Ibovespa, e o SMAL11, de empresas de menor valor de mercado (as chamadas "small caps"), somaram 54,2% do giro do setor no mês.
Na visão de Francisco Gurgel, diretor-executivo da Flowa Technologies e da Base Exchange - que busca abrir uma nova bolsa de valores brasileira com sede administrativa no Rio de Janeiro -, é uma questão de tempo para o crescimento e popularização de outros fundos, em especial estratégias inovadoras e com teses de investimento específicas.
"A curva de aprendizado ainda é grande no Brasil.
O investidor pessoa física representa apenas 14% desse volume de negociação.
E ETFs temáticos, mais específicos, atraem mais esse tipo de investidor", afirma Gurgel, que toma o mercado americano como referência de mercado maduro.
Entre junho de 2025 e junho de 2026, o patrimônio dos ETFs quase dobrou, de R$ 64 bilhões para R$ 126 bilhões, alta de 97%.
No mesmo intervalo, o número de fundos listados na B3 subiu de 131 para 204.
O mercado amplia a oferta, mas, na ponta da negociação, o dinheiro continua represado nos mesmos poucos nomes.
A prateleira diversificou, o giro não Entre os dez ETFs mais negociados de junho já aparecem produtos de ouro, renda fixa pública, criptomoedas e bolsas internacionais, ao lado dos tradicionais de ações brasileiras.
Gurgel afirma que a concentração vem caindo à medida que novas gestoras lançam fundos temáticos.
"BOVA11 e SMAL são ETFs muito maduros, já estão há bastante tempo no mercado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.