Ato de Lula mira Congresso e afaga mulheres e evangélicos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu neste domingo (16.ago.2026) a campanha à reeleição em um ato carregado de simbolismo e recados.
O evento, no Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo (SP), combinou saudosismo com acenos a mulheres e evangélicos, além da promessa de eleger uma bancada maior no Congresso.
Diferentemente da convenção do PT, quando discursou por 62 minutos, Lula falou por 36 minutos neste domingo (16.ago).
A orientação do partido era tornar o discurso mais objetivo.
O presidente também dedicou parte da fala a temas que não havia explorado na convenção, como segurança pública.
O assunto ainda é pouco abordado por ele na campanha.
O petista afirmou que pretende criar o Ministério da Segurança Pública, mas condicionou a medida diretamente ao Legislativo.
O texto foi enviado à Comissão de Constituição e Justiça do Senado pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP) na véspera do ato.
A promessa fica condicionada, portanto, a Lula conseguir nas urnas uma base maior no Congresso.
Lula disse que a nova pasta serviria para “dividir responsabilidade com Estados e municípios” no combate a organizações criminosas que atuam em bairros pobres.
Ele disse que quer prender “todo mundo que se acha dono de favela ou de bairro pobre” .
O presidente também citou números de seu governo na área.
Disse ter apreendido R$ 35 bilhões do crime organizado, ante R$ 1 bilhão no governo de Jair Bolsonaro (PL).
Criticou ainda o ex-governo por, segundo ele, ter vendido mais de 1 milhão de armas e 1 bilhão de balas ao mercado durante o afrouxamento das regras de posse e porte.
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