Intel deve participar do supercomputador do governo federal, revela executivo
A Intel informou ao Mobile Time que deve colaborar com o desenvolvimento do supercomputador do governo federal.
Em conversa recente com o Mobile Time, Tiago Rubortone Velasque, gerente de contas e especialista em soluções técnicas para empresas e governo na companhia para a América Latina, afirmou que a Intel pode participar do leilão por meio de apoio técnico ao governo e com equipamento via parceiros, explica Tiago Rubortone Velasque.
Embora o equipamento tenha forte carga de trabalho em placas gráficas (GPUs), suas unidades de processamento (CPUs) também terão papel preponderante.
O executivo reforçou que o treinamento de modelos de fundação de inteligência artificial é uma atividade bem concentrada nas GPUs.
Mas o avanço para mais aplicações de IA — em especial a IA agêntica — demandará um consumo massivo de CPUs para orquestrar os aceleradores e os agentes, assim como trazer viabilidade financeira.
Especificamente, Velasque explicou que a empresa pode assessorar o governo tecnicamente ao trazer tendências mundiais e casos de uso que podem ser aplicados no supercomputador.
Reforçou ainda que “há espaços para ofertas Intel no pregão público do supercomputador”.
Vale dizer que a companhia não faz vendas diretas no Brasil ao cliente final, mas realiza as ofertas por meio de seus parceiros, como Dell, HP e Lenovo.
Importante recordar, o governo federal lançou no último dia 20 de agosto a segunda fase do PBIA com um edital de R$ 1 bilhão para a aquisição de um supercomputador de 7,2 mil petaflops que será usado em pesquisas e processamento de IA e novos modelos.
Em conversa com Mobile Time no último dia 25 de agosto, a ministra da Gestão, Inovação e Serviços Digitais (MGI) , Esther Dweck, explicou que o chamamento do HPC governamental é aberto a multinacionais e empresas estrangeiras.
Com previsão de instalação no Rio Grande do Norte para fomentar o desenvolvimento tecnológico regional, a máquina de alto desempenho estatal será administrada pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) que controla atualmente outro supercomputador, o Santos Dumont em Petropólis/RJ.
IA no Brasil com a Intel O gerente da Intel também foi questionado sobre o posicionamento da empresa no mercado brasileiro corporativo, especialmente com o avanço da IA.
O especialista afirmou que o momento principal é de migração gradual da demanda dos grandes data centers e da nuvem em direção à computação em borda (edge computing).
Essa tecnologia permite a adoção daquilo que Velasque chama de “IA híbrida”, um modelo tecnológico que viabiliza o processamento da inteligência artificial no dispositivo, sendo que os data centers ou a nuvem são acionados apenas quando há necessidade de maior poder computacional.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.mobiletime.com.br — o conteúdo pertence a Mobile Time.