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Datafolha: Lula ainda escapa de crise no STF, e Flávio tem sua melhor fase

Folha de S.Paulo ·
Datafolha: Lula ainda escapa de crise no STF, e Flávio tem sua melhor fase

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A corrida pela Presidência entra na reta final com um movimento de consolidação simultâneo nas duas principais campanhas. A nova pesquisa do Datafolha mostra que Lula ( PT ) atravessa a turbulenta crise do STF (Supremo Tribunal Federal) sem sinal de desgastes e com viés de alta na avaliação positiva do governo , enquanto Flávio Bolsonaro ( PL ) vive sua melhor fase, com alguns índices que já superam o patamar anterior ao escândalo "Dark Horse" .

O resultado é um cenário de equilíbrio, em que os dois candidatos trabalham para neutralizar vulnerabilidades e acenar para públicos cativos. O reajuste do Bolsa Família surge como uma arma para ampliar o domínio de Lula em grupos simpáticos ao petismo, e o eleitorado tradicional bolsonarista serve de trampolim para que Flávio permaneça cada vez mais próximo do rival.

Flávio já opera acima do índice que tinha antes do escândalo "Dark Horse" em grupos estratégicos para o bolsonarismo e desenha uma curva de crescimento nas últimas semanas, formada por uma série de variações isoladas dentro da margem de erro.

O aumento do Bolsa Família surge como uma medida de contenção para Lula, que tem hoje um desempenho pior do que em 2022 entre eleitores de baixa renda, do Nordeste e beneficiários do programa.

A aposta de que a corrida pode terminar no primeiro turno continua no terreno da incerteza, com votos represados no segundo pelotão e eleitores que podem mudar de ideia a qualquer momento.

A marca desta etapa da eleição é uma curva ascendente de Flávio Bolsonaro depois do baque sofrido pelo escândalo "Dark Horse", em maio. O senador não apenas digeriu o estrago como já chegou a índices de intenção de voto melhores em alguns grupos do eleitorado que o bolsonarismo considera estratégicos.

No primeiro turno, Flávio saiu do piso de 31% após a revelação de seu pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro para 36%, seu melhor índice numérico até aqui.

No Sudeste, o senador foi de 32% no menor nível para 37 % na nova pesquisa.

Na classe média, a recuperação foi forte: de 35% para 41 % , acima do nível anterior ao escândalo.

Os números sugerem que o episódio foi metabolizado e que Flávio ainda busca espaço de crescimento, num momento em que sua disputa com Lula se acirra nos dois turnos.

Comparado à mesma fase da campanha de 2022, o desempenho atual de Lula está abaixo do patamar em grupos que formam a espinha dorsal de sua coalizão: o Nordeste, o eleitorado de baixa renda, quem tem apenas o ensino fundamental e os próprios beneficiários do programa.

No Nordeste, Lula está seis pontos abaixo do índice que tinha em setembro de 2022. Entre eleitores com renda abaixo de dois salários mínimos, a diferença é de cinco pontos em relação à disputa passada. Neste recorte de brasileiros mais pobres, a diferença pode representar um déficit de quase 4 milhões de votos nas urnas, uma imensidão numa disputa que será apertada.

O investimento no Bolsa Família é a exibição das armas de um Lula que se esforça para voltar a seu teto de 2022, com pouco espaço para crescimento adicional.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.

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