Senado pede entendimento de Lula com EUA antes de escalada comercial
O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, pediu nesta 6ª feira (14.ago.2026) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tente chegar a um “entendimento” com representantes norte-americanos antes de uma possível escalada comercial.
O Brasil abriu, na 5ª feira (13.ago), o processo de reciprocidade contra as tarifas de 25% e 12,5% aplicadas pelos Estados Unidos.
Trad disse apoiar a decisão do governo de acionar o processo da Lei da Reciprocidade Econômica, mas pediu que haja “diálogo até o limite e responsabilidade nas decisões” antes da adoção de contramedidas.
Defendeu que o espaço aberto pelo processo seja utilizado para buscar uma solução negociada entre os 2 países.
“Sempre defendi que o primeiro caminho deve ser o diálogo.
Ao mesmo tempo, não podemos abrir mão dos instrumentos legítimos que o próprio Congresso Nacional criou para proteger os interesses do Brasil quando necessário” , afirmou em nota.
Trad confirmou que, em julho, encaminhou ao Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) um pedido de informações sobre a operacionalização da Lei da Reciprocidade.
RECIPROCIDADE Em nota, o Planalto afirmou que o Brasil atuou “consistentemente junto ao USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) pelo encerramento das investigações baseadas na Seção 301” .
Eis a íntegra (PDF – 150 kB).
O Ministério das Relações Exteriores notificará o governo norte-americano sobre o início do processo e solicitará a realização de consultas diplomáticas.
Segundo a nota, essas consultas visam a “mitigar ou anular os efeitos das medidas e das contramedidas previstas na Lei da Reciprocidade Econômica, reforçam a disposição do governo brasileiro de privilegiar o diálogo e a negociação em suas relações internacionais”.
O TARIFAÇO Em 15 de julho, o USTR anunciou um tarifaço de 25% contra o Brasil , que passou a valer em 22 de jul).
Depois, anunciou tarifas adicionais de 12,5% .
Com isso, os produtos nacionais podem ser taxados em até 37,5%.
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