Idoso consegue aposentadoria após 20 anos tentando provar quem era; outro homem tinha mesmo nome, CPF e aniversário
INSS aposenta agricultor após confusão com outra pessoa Um agricultor de Casinhas, no Agreste de Pernambuco, conseguiu a aposentadoria após passar cerca de 20 anos tentando provar que era quem dizia ser.
José Barbosa da Silva, de 64 anos, teve o benefício bloqueado após o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) identificar outro homem, morador de Pedras de Fogo, na Paraíba, com o mesmo nome, idade, local de nascimento e até número de CPF.
O caso foi mostrado pelo AB2, da TV Asa Branca, em junho deste ano.
Na época, José relatou as dificuldades enfrentadas para resolver a situação, que envolveu tentativas em diferentes unidades do INSS, Receita Federal, Ministério Público e instituições bancárias.
Após a reportagem, o processo foi analisado novamente e o benefício foi concedido administrativamente. ✅ Receba as notícias do g1 Caruaru e região no seu WhatsApp A situação começou em 2006, quando José descobriu que existia outro homem com dados pessoais semelhantes aos dele.
Além do nome, os documentos dos dois apresentavam coincidências na data e no local de nascimento e até no nome das mães.
O outro José Barbosa da Silva mora em Pedras de Fogo, na Paraíba, a cerca de 115 quilômetros de Casinhas.
Segundo a advogada que acompanha o agricultor, Leângela Pegado, o homem também teve o benefício bloqueado por causa da duplicidade de informações.
A informação recebida pela defesa é de que o CPF dele foi modificado para evitar novos problemas.
Benefício foi localizado pela filha Agricultor José Barbosa ao lado da família, em Casinhas (PE) Reprodução/TV Asa Branca A confirmação da concessão aconteceu quando Fernanda Silva, filha do agricultor, consultou o aplicativo Meu INSS.
Ela percebeu que a documentação do pai havia sido atualizada e conseguiu acessar a carta de concessão do benefício.
A partir dessas informações, a advogada acompanhou José para confirmar a decisão do INSS.
Segundo Leângela, a concessão representa uma solução administrativa para parte do problema, mas a defesa ainda busca na Justiça o reconhecimento do direito ao pagamento retroativo.
“A nossa luta ainda continua na Justiça para que esse direito dele, que é a aposentadoria como segurado especial ao completar 60 anos de idade, ainda venha retroagir”, explicou a advogada.
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