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Uma das maiores descobertas minerais do mundo fica na América do Sul e vale R$ 900 bilhões

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Uma das maiores descobertas minerais do mundo fica na América do Sul e vale R$ 900 bilhões

Um projeto mineral de dimensões excepcionais começa a redesenhar o futuro da mineração na América do Sul.

Localizado na Cordilheira dos Andes, entre a Argentina e o Chile, o Distrito Vicuña reúne enormes depósitos de ouro, cobre e prata que podem permanecer em operação por várias décadas.

A região abriga os projetos Filo del Sol e Josemaría , controlados conjuntamente pela australiana BHP e pela canadense Lundin Mining.

As duas companhias formaram a Vicuña Corp., uma parceria na qual cada grupo detém participação de 50%.

Estimativas divulgadas sobre o volume de ouro fizeram o complexo ser associado a um valor próximo de R$ 900 bilhões.

A cifra, entretanto, deve ser interpretada com cautela: ela representa uma projeção baseada no preço do metal contido no depósito, e não o lucro que as empresas poderão obter.

Parte dos recursos ainda está classificada como inferida, categoria que apresenta um grau de confiança geológica menor.

Também será necessário descontar investimentos, custos operacionais, impostos, perdas no beneficiamento e a parcela do minério que não poderá ser extraída comercialmente.

Projeto fica entre Argentina e Chile Apesar de algumas publicações apresentarem a descoberta como próxima ao Brasil, o Distrito Vicuña não fica na fronteira brasileira.

O complexo está situado em uma área montanhosa entre a província argentina de San Juan e a região chilena do Atacama.

O Brasil divide uma longa fronteira com a Argentina, mas o projeto está no extremo oeste do território argentino, junto à Cordilheira dos Andes.

Portanto, sua importância para o mercado brasileiro é regional e econômica, não decorrente de uma proximidade territorial imediata.

Filo del Sol atravessa a divisa entre os dois países, enquanto Josemaría está localizado no lado argentino.

Os depósitos ficam a aproximadamente 10 quilômetros de distância, permitindo que as empresas estudem o compartilhamento de estradas, instalações, sistemas de energia e estruturas de processamento.

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