China está cada vez mais popular entre os mais jovens dos EUA
Um estudo do Chicago Council on Global Affairs, divulgado na quarta-feira, mostra que a percepção dos norte-americanos sobre a China varia significativamente conforme a faixa etária, com as gerações mais jovens adotando posições mais favoráveis à cooperação entre os dois países.
O relatório usa dados de uma pesquisa conjunta do Chicago Council, da NPR e da Ipsos, realizada entre 13 e 15 de março de 2026, combinados com resultados do Chicago Council Survey de 2025.
Segundo o levantamento, apenas 34% da Geração Z (nascidos entre 1997 e 2013) e 43% dos Millennials (nascidos entre 1981 e 1996) classificam a ascensão da China como uma ameaça crítica aos Estados Unidos.
Entre os mais velhos, essa proporção é bem maior: 56% da Geração X (1965-1980) e 62% dos Baby Boomers (1946-1964) compartilham essa visão.
O relatório aponta que essa diferença entre gerações é uma tendência observada ao longo das últimas duas décadas, com os norte-americanos mais jovens demonstrando historicamente menor preocupação com o crescimento chinês do que os mais velhos.
O estudo também identificou um aumento no apoio a uma política externa de cooperação com a China.
De acordo com os dados, 59% da Geração Z e 58% dos Millennials defendem uma abordagem de cooperação e engajamento amistoso com o país, cerca de dez pontos percentuais a mais do que o registrado entre Baby Boomers e Geração X.
As gerações mais jovens também se mostraram mais céticas em relação a políticas restritivas voltadas à China.
O levantamento indica que 65% dos Millennials e 64% da Geração Z se opõem à limitação do número de estudantes chineses nos Estados Unidos, além de rejeitarem majoritariamente o aumento de tarifas e a redução do comércio bilateral.
Mudança global O relatório atribui parte dessa diferença geracional ao maior contato dos mais jovens com conteúdos digitais sobre a China, viabilizado por redes sociais e programas de intercâmbio educacional.
Um exemplo citado é a repercussão de tendência ‘Se tornar chinês’.
Uma pesquisa de maio, publicada pelo Pew Research Center com 42.151 adultos entrevistados em 36 países, mostra uma tendência semelhante em escala internacional.
Segundo o instituto, a China passou a ser vista de forma mais favorável do que os Estados Unidos na maioria dos 36 países pesquisados, um cenário que se inverteu nos últimos anos em meio à queda na avaliação positiva do governo americano e à melhora na percepção sobre o governo chinês.
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