Em nome da “família”, Turquia prende pessoas LGBTQIAPN+, fecha espaços e derruba perfis
Sob o argumento de proteger a “família”, o governo de Recep Tayyip Erdoğan colocou pessoas LGBTQIAPN+, organizações de direitos humanos e espaços frequentados pela comunidade na mira de uma operação policial de alcance nacional na Turquia.
Batizada de “Minha Família Está Segura” , a ofensiva expõe de maneira particularmente explícita a escalada da repressão contra a população LGBT no país.
Pessoas foram retiradas de suas casas durante a madrugada, associações tiveram suas sedes vasculhadas, equipamentos eletrônicos foram apreendidos, espaços de convivência entraram na mira da polícia e sites e perfis foram bloqueados.
Não se trata apenas de uma coincidência entre os alvos.
O próprio governo vinculou a operação à defesa da família e da “ordem social”, enquanto um relatório policial elaborado antes das batidas utiliza conceitos abertamente discriminatórios para tratar da organização LGBTQIAPN+.
Segundo o ministro da Justiça turco, Akın Gürlek , foram abertos procedimentos contra 162 suspeitos, nove associações e 13 empresas em 15 províncias .
As autoridades afirmam investigar suspeitas de crimes como prostituição, obscenidade, drogas e organização criminosa.
Organizações de direitos humanos denunciam que essas acusações estão sendo misturadas à orientação sexual, à identidade de gênero e ao trabalho legítimo de entidades que atuam na defesa da população LGBTQIAPN+.
16 pessoas são presas em Izmir A ofensiva avançou nesta segunda-feira (14) em Izmir , 18 pessoas haviam sido detidas.
Destas, 16 tiveram a prisão preventiva decretada , enquanto duas foram liberadas sob controle judicial.
As detenções fazem parte de uma operação muito maior.
A Reuters contabilizou pelo menos 47 pessoas detidas nas ações realizadas no país, enquanto organizações LGBTQIAPN+ falam em cerca de 50 ativistas e defensores de direitos submetidos a detenções ou outros procedimentos policiais.
A escala da operação provocou uma onda de indignação entre movimentos sociais, profissionais da saúde e defensores de direitos humanos.
“Protejam as mulheres, as pessoas LGBTQI+, não a família!” Para os movimentos, a utilização da “família” como justificativa para a operação transforma a própria existência de pessoas LGBT em algo do qual a sociedade precisaria ser protegida. https://x.com/KezbanKonukcu/status/2099031631583457549?s=20 https://x.com/ttborgtr/status/2099127285890662787?s=20 A homofobia aparece nos documentos Um dos elementos mais graves está em um relatório policial elaborado em 10 de setembro , três dias antes das operações.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.