Regulação cripto: Brasil deveria olhar mais para Washington do que para Bruxelas
A discussão sobre as novas regras para stablecoins deixou de ser uma questão restrita ao mercado de criptoativos .
Ela passou a fazer parte de um debate muito maior, que abrange a construção da próxima geração da infraestrutura financeira global.
A forma como cada país regula essa tecnologia influenciará sua capacidade de inovar, atrair investimentos e participar dos novos fluxos internacionais de capital.
Mais do que ativos digitais, essas tecnologias vêm sendo incorporadas a sistemas de pagamentos, liquidação e movimentação de valor que operam em escala internacional.
Assim, as decisões regulatórias tomadas hoje terão impacto direto sobre o mercado, e o Brasil tem, nesse momento, o desafio de definir as novas normas que vão guiar as atividades dos ativos virtuais nas próximas décadas.
Nesse contexto, é importante compreender o papel que as stablecoins passaram a desempenhar na economia digital.
Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas Ao observar as experiências internacionais, duas abordagens regulatórias vêm ganhando destaque.
A primeira é a da União Europeia, consolidada em Bruxelas por meio da regulamentação MiCA (Markets in Crypto-Assets Regulation), cujo modelo prioriza harmonização regulatória, autorização prévia, supervisão abrangente e forte proteção ao consumidor.
A segunda é a versão assinada em Washington, nos Estados Unidos, que busca criar um ambiente capaz de preservar a segurança do sistema financeiro sem comprometer a capacidade de inovação e expansão das stablecoins.
Ambas possuem méritos.
Mas, quando o assunto é infraestrutura financeira, o Brasil tem mais a ganhar com a filosofia norte-americana.
O motivo é simples: as stablecoins já desempenham uma função que vai além do universo dos ativos digitais, sendo uma nova camada de liquidação para a economia global.
Da mesma forma que a internet reduziu o custo de transmitir informação, as stablecoins reduzem o custo de transmitir valor.
Essa transformação tem potencial para impactar pagamentos internacionais, comércio exterior, tesouraria corporativa, mercados financeiros e a integração econômica entre países.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.