Prefeitura de SP avalia intervenção na A2 após operação policial
A Prefeitura de São Paulo informou, nesta 5ª feira (17.set.2026), que avalia intervir na A2 Transportes depois de a empresa aparecer nas investigações da operação Vectura Corrupta, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público e que apura a atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de transporte coletivo .
A administração municipal criou um grupo de trabalho com integrantes da Procuradoria Geral do Município, da Controladoria Geral do Município, da SPTrans e da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte.
O colegiado vai analisar as informações obtidas pelas autoridades durante a operação.
“A prefeitura fará um levantamento rigoroso de contratos, documentos e eventuais vínculos da empresa com o sistema municipal de transporte, adotando imediatamente todas as medidas administrativas e judiciais que forem necessárias para proteger o interesse público e assegurar a continuidade dos serviços à população” , afirmou a administração municipal em comunicado à imprensa.
Um dos alvos dos mandados de prisão é Paulo Sirqueira Korek Farias.
Ele é apontado pela investigação como proprietário da A2 e responsável pela gestão de outras empresas de transporte.
A empresa não foi alvo da operação.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse que pretende decidir sobre uma eventual intervenção ainda nesta 5ª feira (17.set).
Segundo ele, a operação não compromete a prestação do serviço de transporte público na capital.
“Nós constituímos um grupo aonde eu coloquei o secretário de transporte, o Celso Caldeira, o presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, o procurador-geral em exercício, Vinícius Gomes dos Santos, e o controlador-geral, Daniel Falcão.
Esse grupo de 4 pessoas vai fazer uma análise e me trazer sobre a questão da intervenção ou não da A2” , disse o prefeito.
A prefeitura também determinou que diretores da A2 que foram alcançados pela operação sejam afastados de suas funções.
Nunes afirmou que poderá decretar a intervenção caso a determinação não seja cumprida no prazo de 24 horas.
O Poder360 procurou a A2 por meio de contato do site para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito das afirmações da Prefeitura de São Paulo.
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