Os 3 testes fiscais que Lula terá de passar para recuperar o mercado, segundo UBS
A política fiscal deve ser um dos principais testes para o novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva , segundo o UBS.
Para o banco, investidores devem buscar sinais claros e críveis de disciplina nas contas públicas antes de uma melhora mais consistente na percepção sobre os ativos brasileiros.
Em relatório divulgado nesta segunda-feira (26), o UBS aponta três condições para que investidores aceitem um novo arcabouço fiscal e para que o sentimento em relação ao Brasil se estabilize.
O desafio, segundo o banco, ocorre em um momento em que a dívida pública está acima de 80% do PIB e o déficit fiscal roda próximo de 10% do PIB , em parte devido ao custo da dívida com juros de dois dígitos.
Além disso, o UBS afirma que os gastos relacionados à eleição tornaram o ponto de partida do novo governo mais desafiador.
Leia também Pressão na Bolsa deve continuar, mas Citi aponta 10 ações para navegar novo cenário Apesar da cautela com o desempenho agregado dos ativos brasileiros, o banco ressalta que algumas empresas podem apresentar desempenho relativo superior nos próximos meses Ibovespa Ao Vivo: Ibovespa desaba 15% após reeleição de Lula e circuit breaker B3 acionou mecanismo de circuit breaker pela primeira vez desde março de 2020, durante a pandemia 1.
Pacote fiscal com números concretos O primeiro teste será a apresentação de um pacote de consolidação fiscal com medidas quantificadas .
Na avaliação do UBS, declarações de intenção não serão suficientes.
O mercado deve buscar medidas concretas que permitam avaliar a dimensão e a credibilidade do ajuste proposto pelo governo.
2.
Conciliar R$ 300 bilhões em compromissos de campanha O segundo ponto envolve os compromissos de gastos assumidos durante a campanha.
O UBS estima esses compromissos em cerca de R$ 300 bilhões e afirma que eles precisarão ser conciliados com o esforço de ajuste fiscal.
Segundo o banco, os gastos adicionados durante a campanha atuam na direção contrária à consolidação das contas públicas e, por isso, precisarão ser compensados dentro do pacote fiscal.
3.
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