Sem demanda, a floresta não se sustenta
O Brasil precisa proteger sua meta climática sem fechar a porta à demanda internacional.
As decisões após a consulta pública sobre a regulamentação dos Resultados de Mitigação Transferidos Internacionalmente, os ITMOs, colocam o Brasil diante de uma decisão que pode definir sua posição na economia global de baixo carbono.
O país avançou.
Criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, ampliou o Fundo Clima e lançou o Eco Invest Brasil, combinando recursos públicos e privados para financiar a transformação ecológica.
Mas o financiamento climático não se sustenta apenas com oferta de capital.
É preciso haver demanda pelos ativos ambientais produzidos por esses investimentos.
Um projeto de conservação ou restauração pode receber financiamento a juros competitivos.
Sem compradores para os créditos de carbono gerados, porém, continuará sem receita suficiente para remunerar e sustentar anos do projeto.
Recurso barato ajuda a proteger e recuperar a floresta.
É a demanda, porém, que permite mantê-la em pé durante décadas.
Esse ponto é especialmente relevante para o Brasil.
Segundo o MapBiomas, 65% do território nacional ainda conserva cobertura de vegetação nativa.
Nenhuma outra grande economia reúne, simultaneamente, essa dimensão territorial, biodiversidade e potencial de redução de emissões pela proteção dos ecossistemas.
Previstos no artigo 6º do Acordo de Paris, os ITMOs permitem que resultados de mitigação produzidos em um país sejam transferidos e utilizados por outro no cumprimento de sua meta climática.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.