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MBRF (MBRF3) sobe mesmo com lucro menor; eficiência e volumes recordes são destaques

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MBRF (MBRF3) sobe mesmo com lucro menor; eficiência e volumes recordes são destaques

Mesmo com uma queda de quase 20% no lucro no segundo trimestre , as ações da MBRF ( MBRF3 ) operam em alta nesta sexta-feira (14), reagindo positivamente aos números reportados no período.

Às 10h40, os papéis do frigorífico subiam 1,22%, cotados a R$ 16,55.

Leia mais: Confira o calendário de resultados do 2º trimestre de 2026 da Bolsa brasileira Temporada de balanços do 2T26 ganha destaque: veja ações e setores para ficar de olho Para XP Investimentos, a MBRF reportou um trimestre forte e amplamente em linha com o esperado.

A receita líquida atingiu R$ 40,7 bilhões, enquanto o EBITDA ajustado totalizou R$ 3,2 bilhões, com margem de 7,9%.

Os resultados foram mais uma vez impulsionados por BRF e América do Sul, mais do que compensando a ainda fraca rentabilidade da National Beef.

A receita e o EBITDA ficaram ligeiramente acima das estimativas do JPMorgan, em 4,0% e 0,9%, respectivamente.

Já o lucro líquido ficou 39,8% abaixo da projeção do banco.

Em relação ao consenso do mercado, a receita também superou as expectativas em 3,2%, enquanto o EBITDA ficou em linha.

“O trimestre apresentou expansão positiva das margens na BRF, mas o resultado consolidado foi prejudicado por maiores despesas financeiras e por diversos itens não recorrentes, que afetaram a qualidade do EBITDA”, comenta o JPMorgan.

A companhia destacou sinergias operacionais e ganhos de eficiência, mas a deterioração do capital de giro levou a um fluxo de caixa livre negativo de R$ 864 milhões e a um aumento da alavancagem financeira líquida, que chegou a 3,41 vezes.

Na avaliação do Bradesco BBI, o destaque positivo ficou para a BRF, cujas margens permaneceram fortes impulsionadas pelas operações internacionais.

Na divisão de carne bovina, a América do Sul apresentou forte crescimento de receita, mas com margens mais fracas que o esperado.

O principal ponto negativo do balanço, segundo o BBI, foi a queima de caixa de R$ 1 bilhão, reflexo do consumo de capital de giro com estoques e fornecedores.

A alavancagem encerrou o trimestre estável em 3,9 vezes o EBITDA dos últimos 12 meses.

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