Dia Nacional do Livro: escritoras do Cariri dão voz a quem era silenciado
Aline Bussons, Dia Bárbara Nobre e Zulmira Correia, escritoras da região do Cariri (CE).
Mauro Figa/Reprodução O Dia Nacional do Livro é celebrado nesta quinta-feira (29) em homenagem à fundação da Biblioteca Nacional, em 1810.
Para marcar a data, o g1 entrevistou escritoras do Cariri dedicadas a segmentos diferentes da literatura, mas com uma missão em comum: dar voz a quem era silenciado.
A historiadora Dia Bárbara Nobre nasceu em Juazeiro do Norte.
A partir do contato com livros e documentos da historiografia cearense, ela descobriu Maria de Araújo, personagem central do Cariri que, até então, tinha pouco espaço nos livros.
"Essa pesquisa sobre a beata Maria de Araújo resultou, muitos anos depois, no livro 'Incêndios da Alma'.
E resultou também em outra coisa: na percepção de que os arquivos estão cheios de mulheres cujas vozes chegam até nós mediadas, silenciadas ou deformadas pelo olhar de quem teve o poder de escrever.", explica a escritora. ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp "Incêndios da Alma" virou referência para estudiosos do catolicismo popular do Cariri.
Após o sucesso do livro, nasceu o desejo pela ficção.
Em 2025, a autora publicou o primeiro romance.
"Boca do Mundo" aborda a vida de mulheres que sofrem violência doméstica e o poder da união delas.
"A literatura me permitiu fazer uma pergunta diferente.
Não apenas 'o que aconteceu com essas mulheres?', mas: 'e se elas pudessem falar?'.
É desse lugar que nasce 'Boca do Mundo'.
Nele, pude inventar um sertão próprio, mesclando minhas experiências no sertão do Ceará onde nasci e no sertão do pernambuco, onde morei por nove anos", explica a autora.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Ceará.