Taxas curtas caem e longas ficam estáveis no Brasil em dia de Treasuries acomodados
SÃO PAULO, 27 Ago (Reuters) – As taxas dos DIs de curto prazo fecharam a quinta-feira com baixas, enquanto as de longo prazo encerraram próximas da estabilidade, em uma sessão de calmaria para a renda fixa brasileira e de variações modestas para os Treasuries.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,76%, com queda de 7 pontos-base ante o ajuste de 13,83% da sessão anterior.
Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,45%, quase estável ante o ajuste de 14,444%.
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Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego no país atingiu 5,3% nos três meses até julho — menor resultado para o período da série, que começa em 2012.
O dado veio em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters com economistas.
Já o Tesouro informou à tarde que o governo central teve um superávit primário de R$10,783 bilhões em julho, valor próximo dos R$10,679 bilhões projetados pelos economistas em pesquisa da Reuters.
No mesmo período de 2025 houve déficit de R$59,070 bilhões.
O resultado positivo em julho, no entanto, deve-se em grande parte a um efeito do calendário: o cronograma de pagamentos de precatórios teve os desembolsos antecipados pelo governo para março, contra pagamentos principalmente em julho no ano passado.
Nos EUA, o Departamento do Trabalho informou pela manhã que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram 4.000 na última semana, para 203.000, em dado com ajuste sazonal.
Economistas consultados pela Reuters previam 208.000 pedidos.
Além disso, os agentes monitoraram o início da conferência de Jackson Hole, no Wyoming, EUA, onde o chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, deve discursar na sexta-feira.
Com os rendimentos dos Treasuries se mantendo acomodados ao longo da sessão, as taxas dos DIs variaram em margens relativamente estreitas.
Profissional ouvido pela Reuters pontuou que parte do mercado seguiu operando sob a expectativa de que o Banco Central cortará a Selic em mais 25 pontos-base em setembro, considerando os dados econômicos mais recentes.
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