Presidenciáveis prometem impulsionar setor elétrico sem priorizar transição energética
A transição energética continua a ser um tema que caminha à passos lentos no Brasil.
A poucos meses da eleição geral de 2026 , essa não é uma prioridade das campanhas – mesmo que a pressão por diversificar a matriz energética fóssil para fontes alternativas e sustentáveis tenha aumentado após a crise no Estreito de Ormuz, que afetou o escoamento e os preços do petróleo.
Com o conflito, para além de uma meta ambiental, a transição energética passou a ser sinônimo de soberania energética, uma estratégia para tornar os países menos sensíveis à oscilações geopolíticas que permeiam a extração e distribuição de petróleo.
Os candidatos à presidência da República sugerem diferentes caminhos para lidar com o futuro energético do país.
O Brasil é visto por eles como protagonista global na transição por possuir parte de sua matriz calcada em renováveis, como usinas hidrelétricas e eólicas, e por sua abundância de recursos naturais essenciais para a transição, como os minerais críticos e terras raras.
Inclusive, esse último aspecto motivou alguns candidatos a elaborar estratégias de negócios para atrair empresas internacionais, barganhando os recursos nacionais em troca de investimento no mercado interno.
Conheça o JOTA PRO Eleições, cobertura eleitoral especial do JOTA que oferece transparência e previsibilidade para empresas No geral, os candidatos concordam em diversificar as fontes energéticas para garantir autonomia nacional, mas poucos mencionam dar prioridade à transição e não se aprofundam em estratégias de tutela socioambiental.
Apenas os planos de governo dos candidatos Lula e Caiado mencionam metas de descarbonização para seus mandatos.
Confira o que sugerem os candidatos para o futuro da energia no país.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Industrialização interna O plano de Lula (PT) almeja o fortalecimento da indústria mineral brasileira para exploração e industrialização de ativos essenciais para a transição energética, como as terras raras, dentro do próprio país.
No início do ano, alertado pela sua equipe econômica, Lula vetou a criação da estatal “Terrabrás” para explorar minerais críticos por inviabilidade orçamentária.
Agora, ele considera designar a Petrobrás responsável pela mineração desse ativo .
O presidente também avalia taxar exportações de matéria mineral bruta para estimular a industrialização interna e a exportação de produtos processados.
Reforço a políticas energéticas instituídas O Plano de Governo do petista reforça as políticas energéticas e ambientais instituídas na atual gestão do presidente, como o Plano Nacional de Transição Energética (PNTE), que estabelece metas e diretrizes para orientar a transição da matriz fóssil para uma matriz diversificada e de baixa emissão de carbono.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.