Filha participou de plano para matar idoso acamado em Bandeirantes; polícia apura interesse em R$ 6 milhões
A filha do idoso José Teixeira da Silva , de 77 anos, morto a tiros dentro de casa em Bandeirantes, no Norte do Paraná, afirmou à polícia que sabia antecipadamente do plano. A jovem, de 25 anos, disse que a ação foi arquitetada pela mãe e pelo amante dela. A filha negou ter ajudado na execução, mas admitiu que concordou com o crime.
José era acamado e foi atingido por três tiros. O caso foi noticiado pela Banda B . A morte, inicialmente apresentada como resultado de um latrocínio , passou a ser investigada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) como homicídio depois que a versão relatada pela esposa levantou suspeitas .
Agora, a polícia também apura se o interesse em duas contas bancárias da vítima, que teriam aproximadamente R$ 6 milhões , pode ter motivado o crime.
Segundo a jovem, a própria mãe pediu que ela permanecesse em Londrina, a cerca de 100 km do local do crime, para não presenciar nem participar da execução.
A filha relatou que concordou com o plano por sentir “dó das consequências” enfrentadas pela mãe no casamento. A mãe, por sua vez, afirmou que vivia uma relação marcada por violência e que queria assegurar recursos para o suposto tratamento de esclerose múltipla da filha.
“Eu só queria que ele cuidasse da minha filha… Que fizesse o tratamento… É filha dele. E nesse desespero, eu… Olha o que eu fiz… Eu fiz o outro fazer isso…”
Essa versão ainda é apurada pela polícia. A PCPR analisa movimentações financeiras e busca esclarecer se o dinheiro mantido nas contas bancárias de José também teve relação com a decisão de matá-lo.
A preparação do crime, conforme o relato da mãe, teria começado cerca de um mês antes do homicídio . Ela mantinha um relacionamento extraconjugal com o amante, envolvido no crime, havia aproximadamente três anos .
Em depoimento, a mulher admitiu que estava em casa quando o amante chegou e confessou ter entregado a ele o revólver pertencente ao próprio marido . A arma teria sido usada para disparar três vezes contra José.
Depois do crime, o carro da vítima foi retirado da residência. Segundo a investigação, a intenção era sustentar a falsa versão de que um assaltante havia entrado no imóvel, matado o idoso e fugido com o veículo.
A história começou a perder força porque a casa estava organizada e não apresentava sinais de que tivesse sido vasculhada. A esposa também alegou que toda a suposta ação criminosa havia durado aproximadamente três minutos, circunstância considerada incompatível com a dinâmica normalmente observada em roubos a residências.
A análise dos celulares trouxe mais indícios. Os policiais encontraram registros de mensagens apagadas entre mãe e filha e, a partir do material, chegaram ao amante.
Aos policiais, o amante indicou o lugar onde havia escondido o revólver. Ele admitiu ter retirado o carro e ocultado a arma, mas negou ter entrado na residência ou efetuado os disparos.
“Eu só fui, peguei o carro e escondi a arma para ela, porque ela pediu”
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bandab.com.br — o conteúdo pertence a Banda B.