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Justiça da França mantém sob custódia policial suspeito de ataque racista que matou um homem

RFI Brasil ·
Justiça da França mantém sob custódia policial suspeito de ataque racista que matou um homem

A custódia policial do suposto autor dos atentados cometidos na sexta-feira (23) em Yvelines, na região parisiense, foi retomada na segunda-feira, "às 14h46", após ter sido interrompida no dia anterior devido ao seu quadro psiquiátrico, informou o procurador durante uma coletiva de imprensa.

"Um psiquiatra (...) realizou (na segunda-feira) um novo exame do indivíduo", que "não apresentava sintomas de descompensação aguda, nem sinais diretos ou indiretos de atividade alucinatória ou delirante", nem "sinais clínicos de uma patologia mental grave e descompensada que justificasse uma internação compulsória", explicou o magistrado, acrescentando que a custódia policial poderá se estender até quinta-feira, "às 00h36".

Christen também afirmou que "nenhum panfleto de partido político foi encontrado" no veículo do suspeito, que "nega a natureza racista de seus crimes".

Na manhã de sexta-feira, Kévin T., de 39 anos, matou a tiros um homem negro de 26 anos, Pengo Bossio Wangi, e feriu outras cinco pessoas nas localidades de Trappes e La Verrière, cerca de 35 quilômetros a sudoeste de Paris, antes de ser preso em Coignières, a sete quilômetros do local dos ataques.

Os atentados ocorreram em um perímetro de cerca de vinte quilômetros nos subúrbios de Paris, região onde o suspeito passou praticamente toda a vida.

Segundo uma fonte policial, pelo menos quatro das pessoas atingidas têm nomes de sonoridade africana ou magrebina. Entre os feridos está uma criança de 12 anos que, segundo o secretário de Segurança Pública de La Verrière, Nicolas Dainville, "está fora de perigo".

Operário do setor automotivo e em tratamento para esquizofrenia, Kévin T. conviveu com pessoas ligadas à esquerda antes de se isolar socialmente e aderir a ideias de extrema direita .

Ele viveu em uma residência estudantil e conviveu com pessoas de inclinação à esquerda, incluindo militantes com quem cultivava uma horta, informou à AFP uma fonte próxima ao caso. Entre essas pessoas havia "indivíduos árabes e negros, o que não deixa de ser uma contradição e tanto", observa a fonte, já que ele é suspeito de ter visado exclusivamente pessoas negras ou de origem magrebina.

O pequeno círculo militante do qual fazia parte acabou por "envolvê-lo" em ações pró-Palestina.

A Associação França-Palestina Solidariedade (AFPS) confirmou a autenticidade de uma fotografia que circula desde o fim de semana, na qual um homem identificado como Kévin T. aparece posando ao lado de militantes da organização. O suspeito participou de um evento público em 2018, mas não era membro nem doador da associação.

Ativista associativo e figura política local ligada ao ambientalismo, Olivier Pareja lembra-se de tê-lo "encontrado algumas vezes", especialmente na associação Résistance à l'Agression Publicitaire (Resistência à Agressão Publicitária), mas acredita que ele participava, acima de tudo, "para conhecer pessoas". Isso, esclareceu à AFP, ocorreu antes de Kévin se tornar "alguém com quem não se pode conviver, por causa de suas ideias de extrema direita, racistas, etc.".

"Ele teria mudado de rumo há cerca de dez anos (...).

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rfi.fr — o conteúdo pertence a RFI Brasil.

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