A sociedade que queremos começa em nós e na responsabilidade de cada um
É fácil culpar o poder público quando a rua alaga.
Mais difícil é olhar para a garrafa, a sacola ou o copo descartável jogados na calçada e reconhecer que, quando chega a chuva, esse lixo pode terminar dentro de um bueiro e ajudar a transformar uma avenida em rio.
É fácil reclamar da fumaça, do fogo e da destruição provocada pelos incêndios.
Mas ainda há quem jogue pela janela do carro uma bituca de cigarro acesa, como se aquele pequeno gesto desaparecesse no retrovisor.
Em segundos, principalmente durante a estiagem, uma irresponsabilidade aparentemente insignificante pode se transformar em hectares queimados, animais mortos, propriedades ameaçadas e dinheiro público gasto no combate às chamas.
Também reclamamos das doenças, das filas nos hospitais e da sobrecarga do sistema de saúde.
Ao mesmo tempo, vacinas seguras são disponibilizadas gratuitamente e parte da população simplesmente decide não tomá-las ou não levar os filhos para receber as doses recomendadas.
Uma escolha apresentada como individual pode ter consequências coletivas, porque algumas doenças que estavam controladas encontram espaço para voltar a circular.
São exemplos diferentes de um mesmo problema: a dificuldade de compreender que viver em sociedade exige responsabilidades.
Isso aparece também no trânsito, quando alguém estaciona em fila dupla porque serão "só cinco minutos".
Surge na fila do banco, do supermercado ou de qualquer serviço quando uma pessoa tenta passar na frente das demais.
Está no motorista que ocupa a vaga destinada à pessoa com deficiência, no cidadão que abandona entulho em terreno vazio e naquele que exige respeito enquanto desrespeita regras básicas de convivência.
Há sempre uma justificativa particular.
Estou com pressa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.