Hapvida (HAPV3): BTG Pactual diz que o ‘tempo está correndo contra’ e passa a tesoura no preço-alvo
O BTG Pactual cortou o preço-alvo das ações da Hapvida ( HAPV3 ) quase pela metade, em revisão às estimativas após o balanço do segundo trimestre (2T26).
O banco reduziu o preço projetado para os próximos 12 meses de R$ 15 para R$ 8 , o que ainda implica um potencial de valorização de 18% sobre o preço de fechamento da última terça-feira (18).
A recomendação neutra foi mantida.
Em relatório, os analistas Samuel Alves e Maria Resende afirmaram que a operadora de saúde “tem um longo caminho pela frente”, considerando os ‘desafios’ evidenciados no 2T26: escalada da judicialização, frequências ainda elevadas, sinistralidade (MLR) alta, provisões contingenciais e penalidades da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) elevadas, aumento das despesas corporativas e deterioração dos fundamentos do balanço, com consumo significativo de caixa.
A dupla reduziu a projeção de Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) em 25% para este ano, para R$ 2,162 bilhões, e em 30% para 2027, para R$ 2,203 bilhões.
Vale destacar que nos últimos dois anos, o BTG reduziu a estimativa inicial de Ebitda para 2026 em 60%.
“Essa revisão dramática destaca não apenas o quanto o ambiente operacional se tornou desafiador, mas também a visibilidade excepcionalmente baixa sobre a trajetória de resultados da companhia”, destacaram os analistas.
Em reação, HAPV3 opera entre as maiores quedas do Ibovespa (IBOV) no pregão desta quarta-feira (19).
Por volta de 15h30 (horário de Brasília), as ações caíam 2,65%, a R$ 6,60, enquanto o IBOV tinha ganho de 0,93%, aos 167.878,72 pontos. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "HAPV3", "HAPV3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "02bc35c" } ); O principal risco de Hapvida Para BTG Pactual, o problema da judicialização continua sendo um dos principais riscos para a tese de investimentos da Hapvida.
“A questão se tornou uma das principais responsáveis pela forte deterioração do fluxo de caixa livre (FCF) da Hapvida, adicionando mais uma camada de complexidade a uma situação de balanço que já é desafiadora”, escreveram os analistas Samuel Alves e Maria Resende.
“Daqui para frente, acreditamos que a judicialização continuará sendo uma importante fonte de consumo de caixa”, acrescentaram.
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