Citi corta preço-alvo de Smart Fit (SMFT3), mas ainda vê potencial de alta de 80%; hora de comprar?
O Citi cortou o preço-alvo para as ações da Smart Fit (SMFT3) de R$ 34 para R$ 30, o que implica potencial de alta de 80,6% ante o preço do último fechamento.
Apesar da redução, a rede de academias permanece com recomendação de compra e classificada como “o ativo de crescimento composto mais atraente” dentro da cobertura do banco.
De acordo com os analistas, o corte decorre da redução das estimativas de lucro, juntamente com estimativas mais conservadoras para o capex (investimentos) de longo prazo e um custo de capital próprio mais elevado.
O principal fator por trás da redução das projeções de lucro, com LPA (lucro por ação) de 2027 8% menor, ocorre abaixo do resultado operacional.
“Dito isso, continuamos vendo espaço para que as iniciativas em andamento da companhia de gestão de passivos reduzam gradualmente os custos de financiamento ao longo do tempo”, diz o Citi.
Embora a Smart Fit tenha apresentado desempenho significativamente inferior ao longo do último mês, os analistas do banco não acreditam que isso reflita a qualidade dos resultados do segundo trimestre.
A leitura é de um negócio de alto crescimento, embora com um mix de receitas em evolução.
“À medida que a TotalPass se expande dentro do ecossistema, ela naturalmente canibaliza as unidades legadas da Smart Fit, mas, em nossa visão, acaba impulsionando margens mais altas.
Além disso, a administração adotou uma abordagem mais disciplinada em relação às despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) — melhor do que a estimada pelo Citi —, mantendo o Ebitda praticamente inalterado após o trimestre”, diz o banco.
Atualização de estimativas Os analistas do Citi realizaram revisões limitadas nas projeções de receita consolidada, ajustando principalmente o mix de receitas para refletir a crescente contribuição da TotalPass, que compensa em grande parte os números menores de receitas das academias orgânicas/legadas.
As estimativas para o México permanecem praticamente inalteradas, enquanto as projeções para os Outros Mercados da América Latina foram ligeiramente reduzidas, em 2%/1% para 2026/2027, após o resultado abaixo do esperado no segundo trimestre.
O banco elevou a margem bruta de caixa em 10 pontos-base em 2026 e 30 pontos-base em 2027, refletindo maior confiança de que a crescente contribuição da TotalPass é positiva para as margens.
“Embora a menor entrada orgânica de membros pressione as margens reportadas nas academias legadas da Smart Fit, a maior rentabilidade das Outras Receitas mais do que compensa esse impacto.
Como resultado, o lucro bruto por academia continua crescendo a uma taxa de dois dígitos, sustentando uma perspectiva de margens mais forte no Brasil”, dizem os analistas.
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