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PF diz que Lulinha atuava com baixa exposição em contratos milionários

Poder360 ·

A Polícia Federal concluiu que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha , filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atuou com pouca exposição junto de empresários com interesse em contratos milionários no governo federal.

Segundo a reportagem de Ricardo Chapola e Laryssa Borges, da Veja , o inquérito sigiloso mostra indícios de corrupção e tráfico de influência envolvendo o Ministério da Saúde e outras autarquias federais.

De acordo com a reportagem, as investigações partiram da análise de mensagens e documentos da lobista Roberta Luchsinger , obtidos pela PF depois da autorização do Supremo Tribunal Federal para a quebra do sigilo telemático dela.

O material revelou uma estrutura de intermediação entre interesses privados e órgãos da administração pública federal.

O relatório da PF fala sobre o papel de Lulinha: “Convém indicar que Fabio Luis Lula da Silva aparece reiteradamente no material analisado como figura de elevada relevância mesmo que adote postura de menor exposição nas tratativas.

As comunicações indicam que Fabio é mencionado por Roberta Luchsinger como referência decisória nos projetos discutidos”.

Segundo o relatório policial, Lulinha, Roberta Luchsinger e Fernando Bittar , amigo e ex-sócio do filho do presidente, formavam um núcleo de atuação permanente e coordenada.

“Os elementos probatórios obtidos no curso da investigação revelam a existência de um núcleo de atuação permanente e coordenada composto por Roberta Moreira Luchsinger, Fabio Luis Lula da Silva e Fernando Bittar, voltado à interlocução de interesses privados perante agentes e órgãos da Administração Pública Federal” , concluíram os delegados.

PROXIMIDADE O grupo operava por meio de um grupo de WhatsApp chamado “Musaranhos” .

Lulinha e Bittar eram chamados de “Musos” ; Roberta era a “Musa” .

A PF identificou também a participação de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS , e de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola , então chefe de gabinete do presidente Lula.

A proximidade entre os integrantes do grupo também foi destacada pela lobista em mensagens enviadas a interlocutores.

“Fefe [Fernando Bittar], Fábio e eu somos uma coisa só.

Se um fala vai, tds [todos] vão.

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