Caixa corta-fogo leva mais segurança à queima de resíduos no Pantanal
A falta de coleta regular de resíduos nas comunidades tradicionais do Pantanal levou pesquisadores e moradores a buscarem uma alternativa para reduzir o risco de incêndios durante a queima do lixo.
Uma caixa corta-fogo começou a ser instalada na região do Amolar, em parceria entre a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), o IHP (Instituto Homem Pantaneiro) e o GEF Terrestre.
Desenvolvido pela UFMS, o protótipo oferece uma estrutura fechada e controlada para a queima dos materiais.
A proposta é substituir o método improvisado utilizado pelos moradores, que costumam abrir buracos no solo e acompanhar o fogo até que as chamas sejam completamente apagadas.
Morador da comunidade do Amolar, Linder explicou que a caixa permitirá armazenar os resíduos por alguns dias antes da queima.
Depois do processo, materiais como latas e alumínio poderão ser retirados e separados.
“Essa caixa vai ser muito útil não só para mim, mas para todos os ribeirinhos.
A gente coloca o lixo, armazena por um ou dois dias e depois queima.
O que for lata ou alumínio, a gente retira e separa”, relatou.
Segundo ele, a principal vantagem está na redução do risco de o fogo alcançar a vegetação, especialmente durante os períodos de seca.
Até agora, a comunidade fazia a queima em buracos abertos no terreno.
“Antes, a gente cavava um buraco e queimava, mas existia o risco de o fogo sair.
Nunca aconteceu, mas era preciso ficar cuidando até acabar, porque, quando está seco, está seco mesmo.
Agora vai ser mais seguro e tranquilo”, afirmou.
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