Efeito Lula: desemprego entra em queda em 13 estados e atinge 5,4% no Brasil
Segundo a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação caiu em 13 dos 27 estados brasileiros no segundo trimestre, e alcançou em 5,4% entre abril e junho.
No mesmo período do ano passado, o indicador, que mede a porcentagem de pessoas em idade de trabalhar que não têm emprego, mas estão em busca de trabalho, havia alcançado 5,8%.
No segundo triemestre de 2026, as maiores taxas de desocupação foram registrados no Amapá (9,8%), Bahia (9,1%), Pernambuco (8,3%), Piauí (8,3%) e Sergipe (7,9%).
Na outra ponta, os estados com menor taxa de desemprego foram Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).
A diferença entre Amapá e Santa Catarina, o maior e o menor nível do indicador, respectivamente, foi de 7,7 pontos percentuais, o que se deve à disparidade em fatores como nível de industrialização, escolaridade da população, desenvolvimento econômico e dinamismo da atividade econômica, segundo o analista do IBGE William Kratochwill.
Outros fatores relevantes seriam a estrutura produtiva dos estados, a participação no mercado de trabalho e o grau de informalidade.
14 unidades federativas tiveram taxa de desocupação considerada estável.
Já as maiores reduções ocorreram em: Rio Grande do Norte: -1,9 ponto percentual; Paraíba: -1,6 p.p.; Acre: -1,6 p.p.; Tocantins: -1,5 p.p.; Alagoas: -1,3 p.p.; Minas Gerais: -1,2 p.p.; Mato Grosso do Sul: -1,1 p.p.; Rondônia: -1,0 p.p.; Goiás: -1,0 p.p.; Mato Grosso: -0,9 p.p.; Espírito Santo: -0,9 p.p.; Maranhão: -0,9 p.p.; Santa Catarina: -0,6 p.p.
A taxa de desocupação feminina atingiu 6,4%, enquanto a masculina foi de 4,6%.
A escolaridade é outro fator associado às diferenças observadas na desocupação.
No segundo trimestre, a maior taxa foi registrada entre pessoas com ensino médio incompleto: 9,0%.
Entre quem tinha ensino superior incompleto, o indicador ficou em 5,6%.
Já entre aqueles com ensino superior completo, a taxa caiu para 3,0%.
Em relação a critérios de cor e raça, a taxa nacional de desocupação foi de 4,2% entre pessoas brancas, de 6,9% entre pessoas pretas e de 6,1% entre pessoas pardas.
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