A corrida da IA precisa de imóveis para data centers. E isso pode abrir espaço — e riscos — para os FIIs
Do uso simples ao mais complexo, do trabalho às tarefas de casa, cada vez mais pessoas recorrem à inteligência artificial (IA) para atividades do dia a dia.
E, com o avanço da IA no mundo todo, surge também uma nova frente de investimentos para os fundos imobiliários (FIIs) .
Trata-se dos data centers , centros de processamento de dados responsáveis pelo processamento e armazenamento de dados que sustentam a expansão da economia digital.
Em outras palavras, trata-se de empreendimentos altamente especializados e tecnológicos que funcionam como a infraestrutura física por trás da inteligência artificial — embora suas aplicações não se limitem a ela.
Nesse contexto, a XP Investimentos avaliou, em relatório, que o Brasil reúne condições favoráveis para atrair parte dos investimentos globais dessa indústria, graças à disponibilidade de energia renovável, ao tamanho do mercado consumidor e à posição de destaque na América Latina.
A oportunidade, porém, exige cautela.
Na avaliação da corretora, o potencial de crescimento do setor precisa ser visto em conjunto com os riscos específicos desses imóveis , como a necessidade de investimentos (capex) constantes, a dependência de energia e a dificuldade de encontrar novos ocupantes em caso de vacância.
Data centers: um mercado em expansão O crescimento da computação em nuvem, da digitalização e da inteligência artificial tem levado grandes empresas de tecnologia a ampliar os investimentos em infraestrutura .
Os aportes incluem a construção de data centers e a expansão da capacidade de processamento computacional.
Segundo levantamento da consultoria JLL citado pela XP, o Brasil concentra aproximadamente 48% da capacidade instalada de data centers da América Latina e cerca de 71% da capacidade em construção na região.
Ao todo, o mercado latino-americano reúne 1,1 gigawatt (GW) de capacidade instalada em um pipeline superior a 3,8 GW.
Apesar da liderança, a capacidade instalada brasileira está em 500 megawatts (MW), patamar ainda distante da escala de indústria mais desenvolvidas, como a norte-americana.
A infraestrutura canarinha, entretanto, apresenta vantagens competitivas, como a matriz elétrica com elevada participação de fontes renováveis e a possibilidade de expansão da oferta de energia, que podem favorecer a instalação de novos empreendimentos.
A disponibilidade energética é especialmente importante porque os data centers consomem grandes volumes de eletricidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.