Como a XP pode se aproveitar das eleições para lucrar, segundo Itaú BBA
As eleições de 2026 podem ser um dos principais gatilhos para a XP ( XP ) acelerar seus resultados — e, consequentemente, para a ação subir.
É essa uma das apostas do Itaú BBA , que elevou a recomendação dos papéis de neutra para compra e estabeleceu preço-alvo de US$ 22 para o fim de 2027.
Considerando a cotação de US$ 17,66 usada pelo banco em seu relatório, o alvo representa um potencial de valorização de 24,6% .
A tese, porém, vai além de uma simples aposta na recuperação da bolsa: o Itaú BBA acredita que o período eleitoral pode aumentar a atividade dos investidores de varejo e, com isso, impulsionar as receitas da XP.
A lógica é relativamente simples.
Em anos eleitorais, a volatilidade e a movimentação dos investidores tendem a aumentar.
Para uma plataforma como a XP, que possui forte presença entre pessoas físicas, mais negócios na bolsa significam maior geração de receitas com ações, derivativos e outros produtos do mercado de capitais.
O Itaú BBA estima que a XP detenha aproximadamente 40% a 50% dos volumes negociados pelo varejo .
Por isso, uma eventual retomada da atividade dos investidores pode ter impacto relevante sobre os resultados da companhia.
Eleições podem turbinar o giro da bolsa O relatório chama atenção para um comportamento observado em eleições anteriores.
Em 2014, 2018 e 2022 , o giro dos investidores de varejo acelerou de maneira significativa entre setembro e outubro.
O momento atual também começa a dar sinais mais favoráveis.
O volume médio diário negociado na B3 ficou em R$ 22,6 bilhões em julho, mas subiu para aproximadamente R$ 30 bilhões em agosto , segundo o Itaú BBA.
Se esse movimento ganhar força com a aproximação das eleições, a XP pode ser uma das principais beneficiárias.
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