Primeiro genoma completo do sagui vai possibilitar pesquisas sobre Alzheimer
Os cientistas sequenciaram o primeiro genoma completo do sagui-comum (Callithrix jacchus).
O avanço oferece um mapa detalhado e sem lacunas do DNA desse pequeno primata sul-americano pela primeira vez, um dos principais modelos animais utilizados para estudar doenças humanas, incluindo o Alzheimer.
O trabalho, publicado na revista Cell, foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Santa Cruz (UC Santa Cruz), como parte do Consórcio Telômero a Telômero (T2T), responsável por produzir, em 2022, o primeiro genoma humano verdadeiramente completo.
Agora, a mesma tecnologia foi aplicada ao sagui, permitindo que cientistas investiguem regiões do DNA que permaneciam inacessíveis nas versões anteriores do genoma.
Os saguis vêm ganhando destaque na pesquisa biomédica porque compartilham características importantes com os humanos.
Como outros primatas, eles apresentam declínio cognitivo associado ao envelhecimento e podem desenvolver alterações cerebrais semelhantes às observadas em doenças neurodegenerativas.
Ao mesmo tempo, seu pequeno porte facilita a criação e o manejo em laboratório em comparação com espécies maiores.
Até então, os pesquisadores trabalhavam com um genoma de referência publicado em 2014, mas que continha lacunas e erros em regiões particularmente complexas do DNA.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.