Serial killer investigado por mortes na Paraíba é preso vestido de mulher
A Polícia Civil da Paraíba prendeu, no domingo (13/9), um homem de 33 anos investigado por uma série de homicídios no Vale do Mamanguape.
Identificado pela corporação como Jorlan Lopes da Silva, ele é apontado como integrante de uma organização criminosa classificada pelas autoridades como ultraviolenta e, segundo o delegado Danillo Orengo, confessou diferentes assassinatos durante o interrogatório.
De acordo com Orengo, o investigado relatou ter cometido o primeiro homicídio ainda na adolescência.
O delegado também destacou a postura do homem ao falar sobre os crimes.
"Durante seu interrogatório, com muita frieza, Jorlan confessou diversos crimes de homicídio, inclusive trazendo a informação de que seu primeiro crime foi praticado aos 13 anos de idade", disse o delegado.
Leia também: Suspeitos são presos por extorsão e ameaça de expor conteúdo íntimo de casais A captura encerrou uma operação que mobilizou policiais civis, militares e agentes de inteligência por mais de 30 horas.
O trabalho foi conduzido pelo Núcleo de Homicídios e pelo Grupo Tático Especial (GTE) da 7ª Delegacia Seccional de Polícia Civil, a partir de informações da Unidade de Inteligência da Polícia Civil (UNINTELPOL), em articulação com a inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e com apoio do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC).
O conhecimento que o investigado tinha de áreas de mata, onde costumava permanecer, tornou a localização mais difícil, segundo o delegado.
Uma tentativa anterior de prendê-lo havia ocorrido cerca de 20 dias antes, durante uma ação na região de Rio Tinto, mas ele conseguiu escapar após um confronto.
"Uma peculiaridade que dificultou a ação das Forças de Segurança é o fato de Jorlan viver predominantemente em regiões de mata." Suspeito utilizava as regiões de mata do Vale do Mamanguape como esconderijo (foto: Divulgação/Polícia Civil da Paraíba) Diante das informações sobre o paradeiro do homem, o comando da Polícia Militar foi acionado e uma força-tarefa passou a atuar na região.
A troca de informações entre as equipes permitiu montar o cerco que se prolongou por mais de um dia até a localização do suspeito.
No momento da abordagem, ele vestia roupas femininas e estava acompanhado de uma criança de colo.
Para os policiais envolvidos na operação, a situação indicava uma tentativa de evitar o reconhecimento e dificultar a prisão.
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