PGR defende manutenção de restrições impostas a Bolsonaro por Moraes
Gonet pede rejeição de recursos da defesa contra suspensão de visitas de Flávio e proibição de manifestações político-eleitorais
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a manutenção das restrições impostas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o cumprimento de sua prisão domiciliar.
Em manifestação encaminhada ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet , pediu que a Primeira Turma rejeite os recursos apresentados pela defesa contra a suspensão das visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e contra a proibição de encontros e manifestações de caráter político-eleitoral.
Gonet afirma que as medidas restritivas são compatíveis com o regime de cumprimento da pena e foram adotadas após o descumprimento das condições impostas para a prisão domiciliar.
Segundo a PGR, Flávio utilizou uma visita autorizada para receber do pai uma carta que posteriormente foi divulgada nas redes sociais. A conduta teria contrariado a proibição de utilização indireta de meios de comunicação pelo ex-presidente.
A proibição foi determinada por Moraes, em 13 de julho, depois que Flávio leu publicamente, durante uma transmissão nas redes sociais, uma carta em que o pai pedia união dos apoiadores em torno de sua pré-candidatura à Presidência e o descrevia como seu “porta-voz” .
Para o ministro, o uso da visita para retirar uma mensagem de divulgação pública caracterizou desvio de finalidade e permitiu contornar a proibição de Bolsonaro usar redes sociais direta ou indiretamente.
No mesmo mês, Moraes manteve o ex-presidente em prisão domiciliar humanitária , apesar de reconhecer descumprimento das medidas cautelares com a redação da carta. Segundo o ministro, tratava-se da primeira violação e de “gravidade relativa” , o que não justificava o retorno imediato ao regime fechado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.