Ebola: OMS diz que surto é o maior da história do Congo e tem ‘excepcional velocidade de transmissão’
Em novo informe sobre o avanço do ebola na República Democrática do Congo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o surto como o maior já relatado no país e destacou que o vírus em circulação atualmente, da espécie Bundibugyo , demonstra “excepcional velocidade de transmissão”.
Até o momento, foram registrados 4.665 casos confirmados e 2.184 óbitos .
De acordo com a entidade, a fase é de intensa transmissão da doença, que “está se expandindo mais rapidamente do que qualquer surto anterior”.
Isso porque a explosão de casos estava circunscrita inicialmente à zona de saúde de Mongbwalu, na província de Ituri.
Agora, houve um espalhamento para 54 zonas de saúde em seis províncias.
Uma das preocupações é com a alta taxa de letalidade da infecção viral: 46,8% .
Na semana passada, a OMS afirmou que esse pode ser o surto mais letal da história .
“Durante a semana de notificação mais recente (semana epidemiológica 32, de 3 a 9 de agosto de 2026), registrou-se o maior número semanal de casos notificados (579) e óbitos (304), evidenciando a excepcional velocidade de transmissão”, diz o comunicado.
Continua após a publicidade Dificuldades para conter a doença Além de estar lidando com uma cepa altamente transmissível, a República Democrática do Congo enfrenta problemas que interferem nas iniciativas para sufocar o surto de ebola, como a falta de segurança decorrente de conflitos internos e deslocamentos populacionais.
“A crise humanitária em curso continua a representar desafios significativos para os esforços de resposta e aumenta o risco de maior disseminação geográfica.” Continua após a publicidade A OMS também atualizou o episódio do paciente da França que foi infectado e recebeu alta em 4 de julho informando que o país europeu não registrou transmissões secundárias após a detecção desse caso importado.
Ebola A doença causada pelo vírus ebola é transmitida a partir do contato com fluidos, como sangue e saliva, que tem como principais sintomas: febre, manifestações hemorrágicas, fraqueza, diarreia, vômitos e dor abdominal.
Continua após a publicidade Atualmente, há um surto ativo na República Democrática do Congo relacionado com a cepa Bundibugyo , que não tem tratamento nem vacina.
Isso levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar emergência internacional em saúde pública.
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