Espuma no Rio Tietê em Salto: entenda como resíduo afeta a natureza e quais medidas poderiam ser adotadas
Espuma no Rio Tietê em Salto: entenda como resíduo afeta a natureza Um trecho do Rio Tietê em Salto (SP) sofre há anos com um problema crônico: grandes volumes de espuma tóxica que surgem na superfície do rio e evidenciam a degradação da qualidade da água.
Somente neste ano, o g1 noticiou diversas ocorrências de espuma no Rio Tietê.
Em uma delas, pela primeira vez, o fenômeno foi registrado em um trecho do Rio Jundiaí, que deságua no Tietê, também em Salto.
O resíduo também chegou a aparecer em uma parte do Rio Tietê em Itu (SP). 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Ao g1, o engenheiro ambiental sanitarista Lucas Gomes, de Salto, e o biólogo Hélio Pereira, de Sorocaba (SP), explicaram os impactos do fenômeno na natureza e quais medidas poderiam ser adotadas para combatê-lo.
Para começar, é importante entender que o problema resulta da combinação de três fatores principais: Poluição: o esgoto doméstico e industrial não tratado, que desce da Grande São Paulo, é rico em fósforo e resíduos de detergentes; Falta de chuvas: a estiagem recente na região diminui a vazão do rio, o que aumenta a concentração dos poluentes na água; Quedas d'água: a agitação da água nas pedras funciona como um "liquidificador", batendo os produtos químicos e gerando a espuma que cobre a paisagem.
Impactos ambientais Depois de duas semanas, o Rio Tietê continua coberto por uma espuma branca, em Salto (SP) D-Vision imagens aéreas/Reprodução Flora aquática e terrestre A começar pela flora local, o biólogo explica que a espuma compromete a vegetação das margens do rio e o ecossistema aquático.
Os detergentes, a matéria orgânica e outras substâncias presentes na água podem alterar as condições físico-químicas dos trechos.
“A espuma impacta os processos fisiológicos das plantas e compromete o equilíbrio dos ecossistemas.
Além disso, a degradação da qualidade da água pode reduzir a capacidade de regeneração da vegetação ribeirinha e favorecer processos de degradação ambiental”, pontua. 🔎 Condições físico-químicas são características da água, como potencial hidrogeniônico (pH), temperatura, oxigênio dissolvido e concentração de substâncias químicas.
Fauna aquática Espuma tóxica cobre o Rio Tietê em Salto (SP) TV TEM/Reprodução Já na fauna aquática, o problema é ainda maior.
Segundo Hélio, a espuma é apenas a manifestação visual de uma água que recebe uma carga elevada de poluentes.
Ao afetarem as condições físico-químicas da água, os contaminantes contribuem para a redução do oxigênio dissolvido e impactam diretamente os animais.
“Além disso, ela altera as condições necessárias à sobrevivência de peixes, invertebrados e outros organismos aquáticos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.