Discord avisa que cumprirá ordem de suspensão de lives
Discord | Crédito: Mijansk786 / Shutterstock.com O Discord informou, nesta segunda-feira (17), que cumprirá a determinação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) que exige a suspensão dos recursos de compartilhamento de tela e chamadas de vídeo no Brasil.
Segundo comunicado divulgado pela própria plataforma , as funcionalidades já estão sendo desabilitadas para usuários brasileiros.
Agora, ao tentar fazer uma chamada de vídeo, a plataforma exibe uma pequena nota, escrito “video is not supported in your region” (“vídeo não é suportado na sua região”, em tradução livre).
Veja abaixo: Plataforma não autoriza mais chamadas de vídeo (Imagem: Divulgação) A decisão ocorre no contexto de uma investigação relacionada à morte de uma adolescente de 13 anos, induzida a tirar a própria vida enquanto utilizava a plataforma.
O Discord afirma que está colaborando com as autoridades brasileiras.
A plataforma também classificou a situação como grave e afirmou que trabalha diariamente para impedir a atuação de agentes maliciosos na plataforma e aumentar a segurança de adolescentes.
“Estamos cumprindo a determinação e colaborando com a ANPD de boa-fé.
Estamos trabalhando intensamente para restabelecer o acesso a esses recursos importantes o mais rápido possível”, informa o comunicado.
Apesar da suspensão das funcionalidades de vídeo, a plataforma continuará disponível no país.
Ainda de acordo com o Discord , seguem funcionando as mensagens diretas e em grupo, servidores de diferentes tamanhos, canais de voz e chamadas exclusivamente de áudio, além de outros recursos que não dependem de vídeo ou compartilhamento de tela.
Discord pede apoio da comunidade No comunicado, a plataforma também fez um apelo aos usuários brasileiros para que compartilhem nas redes sociais como utilizam o serviço e de que forma ele faz parte de suas comunidades.
A empresa argumenta que, por ser menor do que outras grandes plataformas globais de comunicação, pode ser menos conhecida por legisladores e órgãos reguladores.
Por isso, pede que usuários, empresas e administradores de comunidades contem suas experiências e marquem o Discord nas suas publicações.
“Seu apoio contínuo significa tudo para nós”, apela a plataforma.
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