Bolsas caem no exterior com pressão dos juros dos EUA; commodities seguram tombo do Ibovespa
A disparada dos juros de longo prazo dos títulos dos Estados Unidos voltou a pressionar os mercados globais nesta terça-feira (18), com investidores preocupados com dívida pública americana elevada, inflação persistente e petróleo em alta diante do conflito no Oriente Médio.
As bolsas caíram em Nova York e na Europa, depois do tombo do mercado japonês, enquanto o Ibovespa conseguiu se descolar parcialmente do mau humor externo, ancorado nas ações de Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3), com a alta do preço das commodities.
O Ibovespa, o principal índice de ações brasileiras, fechou em leve queda de 0,27%, aos 166.335 pontos.
Em Nova York, o S&P 500 perdeu 0,7% e o Nasdaq recuou 1,3%.
O índice europeu Stoxx 600 teve queda firme e o japonês Nikkei tombou mais de 2%.
No mercado de câmbio, o dólar fechou em alta de 0,4%, cotado a R$ 5,22.
O petróleo tipo Brent, referência global e brasileira de preços, subiu, cotado acima dos US$ 91,00, o barril.
O ouro recuou 1,2%, a US$ 4.420,00 a onça-troy.
As altas do petróleo e do minério de ferro impulsionaram ganhos nas ações da Petrobras (PETR3, PETR4) e da Vale (VALE3), e tentaram manter o Ibovespa em campo positivo.
No entanto, o demais ativos que compõem o índice amargaram a aversão a risco generalizada.
Durante boa parte do pregão, os papéis das duas companhias com maior peso no índice registraram valorização significativa de mais de 1%, ajudando a manter o Ibovespa próximo da estabilidade.
No entanto perderam fôlego: Vale subiu 0,2% e o preferencial da Petrobras (o mais negociado) ganhou 0,7%.
Alta dos juros de longo prazo no mundo Há muitas incertezas sobre o que esperar do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) na próxima reunião, em setembro.
Agora, porém, as atenções de voltam para outra taxa de juros: a dos títulos com vencimento de 10 anos ou mais.
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