De Pix para cartão: busca por pontos muda a forma de pagar compras
Para boa parte dos brasileiros que participam de programas de fidelidade, os pontos acumulados já não são apenas um bônus para trocar por uma passagem aérea ou algum produto.
Eles passaram a ser tratados quase como dinheiro: 87% dos usuários consideram os pontos uma forma de economia efetiva no orçamento familiar e 79% dizem que o saldo é tão real e valioso quanto o dinheiro disponível na conta corrente.
O tema ganhou tanta relevância que a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que cria regras para a comercialização de pontos e milhas.
O movimento tem influenciado diretamente na maneira como as compras são pagas.
Segundo levantamento da Livelo, em parceria com o LAB Humanidades, da AlmapBBDO, 82% dos usuários de programas de fidelidade passaram a acompanhar a fatura do cartão de crédito com mais atenção depois que começaram a acumular pontos.
A mesma proporção afirma ter transferido pagamentos que antes fazia por Pix, débito ou dinheiro para o cartão com o objetivo de acumular mais benefícios.
O cartão também passou a ser visto de outra maneira.
Entre os entrevistados, 79% dizem que deixaram de encará-lo como um “vilão” e passaram a utilizá-lo como ferramenta de controle financeiro e obtenção de vantagens.
A relação com os pontos chega a se aproximar de conceitos normalmente associados ao patrimônio financeiro.
Entre quem participa desses programas, 85% consideram o saldo acumulado um patrimônio e 72% o enxergam como uma espécie de reserva de emergência.
Outros 79% dizem sentir maior segurança financeira por terem pontos guardados.
Oito em cada dez usuários também afirmam que os programas de fidelidade contribuem para uma melhor organização financeira, enquanto 75% dizem que os pontos funcionam como um caminho para conseguir produtos ou experiências que seriam mais difíceis de pagar apenas com a renda mensal.
Essa percepção exige, porém, uma ressalva.
Embora os pontos possam representar economia quando são trocados por passagens, produtos ou serviços, eles não têm as mesmas características do dinheiro ou de uma reserva financeira.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.