IA impulsiona demanda antes de elevar produtividade, diz presidente do BC dos EUA
O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Kevin Warsh, afirmou nesta sexta-feira, 16, que a IA (inteligência artificial) pode trazer ganhos relevantes de produtividade e crescimento à economia norte-americana e global no médio prazo, mas advertiu que o caminho até lá tende a ser "muito acidentado" e com efeitos ainda incertos para emprego, inflação e estabilidade financeira. A declaração foi feita em painel das Reuniões Anuais do FMI (Fundo Monetário Internacional), em Bangcoc.
Warsh classificou a IA como a mudança mais significativa para os EUA e para o mundo que já viu em sua vida, e disse levar o tema a sério como banqueiro central. Segundo ele, a tecnologia está expandindo primeiro o lado da demanda agregada antes de seus benefícios de longo prazo aparecerem no lado da oferta no médio prazo.
Ainda assim, o presidente do Fed ressaltou a falta de clareza sobre seus efeitos na economia real nos próximos 12 a 18 meses, especialmente sobre o emprego. Também apontou a incerteza sobre a estrutura de mercado dessas novas tecnologias — quem "vai ganhar dinheiro" e quais podem ser as consequências para empresas e investidores que apostarem no modelo errado.
Warsh disse que o avanço da IA deve mudar o trabalho dos bancos centrais. Ele afirmou que, em vez de "torturar" dados com modelos tradicionais, autoridades monetárias terão acesso a mais informação e a novas ferramentas analíticas para separar ruído de tendência e reduzir problemas de mensuração.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.