“Não vou ser o próximo Mauro Cid”, diz produtora de ‘Dark Horse’
Empresária Karina Gama afirma ter sido pressionada a fazer uma delação durante as investigações sobre o filme
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A empresária Karina Ferreira da Gama , responsável pela produtora que realiza o filme “Dark Horse” , diz ter sido pressionada a fazer uma delação premiada durante as investigações sobre o longa.
Segundo ela, um advogado e um pastor ofereceram ajuda caso decidisse colaborar , mas ela afirma não ter informações capazes de incriminar outras pessoas.
Karina foi alvo da Operação Make Up , deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira, 10, por ordem do ministro Flávio Dino , do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação apura suspeitas de desvio de recursos públicos que teriam relação com a produção do filme sobre Jair Bolsonaro.
Em entrevista à CNN Brasil , Karina disse ter sentido que esperavam dela informações sobre terceiros. Ela comparou sua situação à de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro que fechou acordo de colaboração premiada.
“Quando você me pergunta a minha sensação da operação e da condução das investigações, eu entendo que é como se eu fosse o próximo Mauro Cid. Que eu preciso incriminar pessoas.”
Segundo a produtora, um advogado chegou a oferecer auxílio para uma eventual delação e afirmou ter bom relacionamento no STF.
Depois, um pastor amigo também teria falado sobre a possibilidade de colaboração e mencionado pessoas que poderiam ajudá-la.
“ Não vou [ser o próximo Mauro Cid], (…) porque eu não tenho como incriminar ninguém. Eu não tenho, eu não vi, eu não participei de nada que incrimine pessoas. Tudo que a gente fez foi um filme.”
Karina afirmou ainda que pretende colaborar com as autoridades, mas dentro dos procedimentos legais. Ela também relatou ter sofrido ameaças e disse temer que aspectos de sua vida pessoal sejam misturados à investigação.
A produtora negou que “Dark Horse” tenha recebido recursos de emendas parlamentares .
Também rejeitou ter mantido relação direta com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, investigado em outra frente do caso.
“É porque o Vorcaro não deu nenhum centavo para a produtora. Não existiu nenhuma relação da produtora com o Vorcaro. Não existiu nenhuma relação da produtora com as empresas do Vorcaro, não existiu.”
Karina afirmou que o investidor inicial do projeto foi o fundo Havengate e disse que não participava da gestão da estrutura financeira.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.