“Escudo invisível” pode proteger satélites de falhas irreversíveis no espaço
Satélites podem enfrentar um problema difícil de detectar: a multiplicação descontrolada de elétrons dentro de alguns de seus componentes.
O fenômeno, chamado de efeito multipactor , pode provocar falhas graves em equipamentos usados para transmitir sinais de rádio e micro-ondas.
Para tentar evitar esse problema, pesquisadores do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), na Espanha, desenvolveram um novo tipo de revestimento para as superfícies desses componentes.
A pesquisa foi realizada em parceria com a empresa Nanostine e a Agência Espacial Europeia (ESA).
A tecnologia utiliza nanopartículas de ouro e prata e apresentou resultados promissores em testes de laboratório.
Para quem tem pressa: Pesquisadores espanhóis desenvolveram um revestimento que pode proteger equipamentos de satélites contra o efeito multipactor; O fenômeno acontece quando elétrons se multiplicam após atingir uma superfície e pode causar danos em componentes usados para comunicação; Nos testes, o novo material reduziu em cerca de 30% a emissão de elétrons e apresentou resultados melhores que o revestimento usado atualmente.
Como o efeito multipactor acontece? O Telescópio Espacial Hubble – Imagem: Dima Zel/Shutterstock O efeito multipactor está relacionado à forma como elétrons se comportam no ambiente em que estão.
Quando um elétron atinge uma superfície dentro de um equipamento, ele pode liberar outras partículas.
Esses novos elétrons podem atingir a superfície novamente e repetir o processo várias vezes, criando uma espécie de reação em cadeia .
Quando isso acontece de maneira intensa, o acúmulo de elétrons pode interferir no funcionamento de componentes de radiofrequência e micro-ondas.
Em um satélite, isso pode comprometer equipamentos importan tes para a comunicação.
A Agência Espacial Europeia (ESA) estuda maneiras de evitar o problema há mais de 40 anos.
Uma das soluções utilizadas atualmente é o Alodine .
O material consegue reduzir o problema, mas seus componentes podem ser prejudiciais à saúde e ao meio ambiente .
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